terça-feira, 1 de abril de 2008

Tráfego compartilhado

O maior problema do ciclista que escolhe a ciclovia de Barão (refiro-me ao trecho da Av. Atílio Martini, não à parte de ciclofaixa que sai da moradia ou o trecho que entra na Unicamp e acaba abruptamente numa rotatória) são os incontáveis pedestres. Os motoristas que cruzam a ciclovia sem olhar para possíveis ciclistas estão ficando mais espertos e às vezes se sentem constrangidos pela atitude imponente dos ciclistas ou os olhares furiosos que uma certa ciclista lhes atira. Mas os pedestres passeiam com cachorro, fazem cooper, caminham em bandos, atravessam sem olhar para os lados, transportam coisas enormes, tipo caixas de papelão vazias etc. etc. etc.
Foi discutido que a rotatória em frente à entrada da Unicamp deve ser tanto para pedestres como para ciclistas, porque atravessá-la é o jeito mais eficaz de se chegar à Unicamp em menos tempo. Botaram uma placa antes da rotatória.
Não entendo essa placa de trânsito na ciclovia de Barão. Indica que o tráfego deve ser compartilhado. Normalmente, os ícones devem indicar quem compartilha a via com quem. Se a bicicleta compartilha a via com os pedestres, então há ícones que representam uma bicicleta e uma pessoa. Na Alemanha, estas placas são azuis e as pessoas são uma mulher e uma criança. Quando o carro compartilha o espaço com a bicicleta, a placa apresenta uma bicicleta e um carro. Nos EUA, a placa costuma ser amarela e vem acompanhada das palavras 'share the road'.
Agora dois pedestres compartilhando a ciclovia me parece bizarro.

A localização da placa também é estranha, porque é justamente no fim de um segmento. Se fosse colocada na rotatória, ficaria claro que a parte em que o tráfego é compartilhado (entre pedestres e mais pedestres) é a rotatória.

Por que os especialstas em sinalização não sabem o que fazem?

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