Choveu por dois dias, quase sem parar. Chuva mansa, não chuva de verão com ventos, trovoadas e raios apocalípticos. Não, chuva como a chuva na Holanda. Quase fiquei com saudade dos Países Baixos.
A chuva lotou os lugares públicos fechados. Pra fugir da chuva, o povo ia pras bibliotecas, laboratórios e salas sem aula. Foi difícil achar uma cadeira vazia. Pouca gente caminhava nas ruas. Eu mesma fui de ônibus pra Unicamp, mas voltei a pé, pra exercitar o pé direito.
A chuva também trouxe o Ruy, que contou estórias das crianças na creche em que trabalha como monitor. Foi muito legal ver os olhos dele brilhando, quando ele contava das aventuras das crianças de quase 3 anos com a língua portuguesa.
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