quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Acabou a luz

Chegamos no CARPE antes de escurecer. Como não havia outro estabelecimento comercial num raio de 5 km, decidimos jantar ali mesmo, no restaurante. Rogério avisou que a janta sairia às oito. Muito bem. Às seis e meia a luz acabou. Às oito estávamos à mesa, à luz de vela, em companhia de Mineiro, Rogério, Rosângela e Francisco. Enquanto eles tomavam cerveja, nós comemos tilápia. Daqui a pouco chega o Chapolim, querendo um telefone. O telefone de todo mundo lá funciona por sinal (não é celular) e precisa de bateria. Sem energia, não tem bateria que alimente o telefone. Resta orelhão, que tem lá no restaurante. Pegou uma vela e foi até o orelhão, reclamar na CPFL que acabou a energia. Ele tava com 500 litos de leite em casa, e precisava refrigerar esse leite todo, não podia deixar estragar. Aí o Chapolim quis comprar cigarro, mas o bar a 2km de lá tava fechado, então ele voltou, pra filar cigarro do Rogério e contar das vacas dele, do pai que ordenha as vacas na mão porque é pão-duro, da viagem a Camboriú que ele vai fazer pela faculdade, dos monitores de esporte de aventura que vêm de São Paulo e tomam o emprego dos monitores de Socorro. Depois que o Chapolim foi embora, chegou o Kiko com o Tico e pediram pro Jonas cantar umas música em ingrêis. Ah, vai que eu de repente eu faço uma dupra com ele! Mas não teve cantoria. Conversamos até tarde com as pessoas de lá, ouvimos o urutau cantando e fomos dormir ouvindo o rio e os sapos. (Segundo o taxista, sapo é que nem músico de orquestra: cada um tem o seu instrumento.)

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