sábado, 19 de setembro de 2009

Segunda e terceira

Parece que estou ensaiando uma metáfora entre as minhas primeiras aulas dadas na Unir e o vôo das brabulets. Mas isso é coisa que não consigo fazer, por mais que sonhe que sei voar. Talvez o paralelo não seja com a atividade de voar, mas com a própria borboleta, que sai do casulo e abre suas asas. Me senti muito anunciada, quase esperada. Os físicos sabiam o meu nome e sobrenome e perguntaram se eu tinha vindo de bicicleta hoje.

Os meninos da Física foram uma grande decepção pra mim. Transitavam pela sala, passeavam entre a aula e a cantina, não se moviam em silêncio, apareciam e sumiam em grupos. Se mostraram muito mais interessados em ouvir uma frase qualquer em alemão do que realizar as atividades que eu tinha proposto. Não sei como passaram pela peneira do vestibular escrevendo tantos erros de ortografia. Não sei como conseguiram contar uma estória sem nenhuma ação. O entrosamento na turma era quase escolar: todos contra o Fábio.

As pessoas da Biblioteconomia são um meio-termo entre os físicos e o povo de Letras.

2 comentários:

Jonas disse...

O que é que você dá exatamente? Inglês?

iglou disse...

Não. Pra turma de Letras Inglês + Espanhol (metade dos alunos é de Inglês, metade de Espanhol) eu dou aula de Produção de Texto, e pras turmas de Física e Biblioteconomia eu dou aula de Língua Portuguesa.

Mas aconteceu que eu dei aulas bem parecidas nas três turmas, porque propus a todos os meus alunos que a aula seria de Redação, e que eles produziriam textos (orais e escritos).