quinta-feira, 30 de abril de 2009

Abutre

Semana passada havia uma nota de falecimento no site da Unir. Roberto Carlos Farias, professor do departamento de Línguas Vernáculas não sobreviveu a uma cirurgia do coração. Na carta escrita pelo DCE, descobri que o homem tinha sido do movimento estudantil, do partido e da luta. Não consegui descobrir de quê ele deu aula na Unir (se de Literatura Portuguesa/ Brasileira ou de Lingüística), mas descobri que ele não tinha cadastro no Lattes. Isso me preocupou (qual docente-pesquisador brasileiro não está no Lattes?) e procurei saber qual tinha sido a categoria dele (adjunto, assistente ou auxiliar, que estão em faixas salariais muito diferentes). Ele tinha sido assistente, ou seja, uma pessoa que tem uma especialização, mas nenhum mestrado ou doutorado. O salário de um assistente equivale a um terço do que será o meu (adjunto), quando/se eu for finalmente contratada.

Chequei os editais de outros concursos pra docente na Unir e verifiquei que eu sou a única aprovada para o departamento de Vernáculas em Porto Velho que eles podem chamar pra preencher a lacuna do professor falecido. Mas não me chamaram. Durante toda essa semana me senti como um abutre esperando o morto esfriar, pra ligar na Unir e perguntar quando vão me contratar. Mas não me chamaram e a esperança foi minguando. Lembrei que serei contratada pela UAB (Universidade Aberta do Brasil, que faz ensino à distância) pra trabalhar na Unir e no computador. Então, no final das contas, não importa quanto ele ganhava ou de quê ele dava aula, porque não é a Unir que me contrata, mas a UAB.

Esperanças adiadas pro segundo semestre!

Nenhum comentário: