"(...) pois o segredo, sendo o único bem que se leva para o túmulo, é também a única herança que se deixa aos que ficam, como você e eu, à espera de um sentido (...)" (p. 6, que é a primeira página!)
Estou escrevendo um livro didático sobre Linguística Geral para índios de várias etnias que têm a língua portuguesa como segunda língua (ou terceira, mas o importante é que seja uma língua estrangeira). Depois de ler Language Death do David Crystal, a minha postura não é neutra ou puramente acadêmica. Entendo que a minha tarefa seja instrumentalizar esses índios para que sejam minimamente capazes de refletir sobre suas línguas maternas. O passo seguinte seria que descrevessem e documentassem as suas línguas, para que as línguas indígenas não corram risco de extinção.
Terminado o Language Death, comecei o Nove noites, do Bernardo Carvalho. Que viagem! Ainda não fui muito longe, mas o narrador tenta entender o suicídio de um antropólogo norte-americano que viveu entre os índios krahô, no Tocantins, e cometeu suicídio in loco. Tem até Franz Boas na estória.

2 comentários:
Oi, Lou
Esse livro é um projeto pessoal ou faz parte das obrigações como professora da Unir?
bjs
Estamos oferecendo curso de licenciatura para indígenas do estado de Rondônia.
Será um curso presencial, mas com material e procedimentos dos cursos à distância. Sendo presencial e tendo os índios direito a uma sede fora da cidade, vou passar duas semanas (no segundo semestre) na aldeia, ministrando essa disciplina que estou escrevendo.
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