Sou o que sou por causa do outro
Posso não conhecer a mim
mas reconheço o não-eu no outro
A porta se abre
A passos lentos, um novo mundo é explorado
As sensações são outras
A visão expande, o tato se aguça, a mente viaja
Faz-se urgente voltar ao paraíso
Não importa o preço
Não é só a substância que tem um preço
Não é só a graça que se perde
Não adianta culpar o porteiro
Não faz sentido culpar a fraqueza
A dependência do prazer é escravidão
Estar lúcido é não perder-se de si
Estar lúcido é ver o outro se perdendo por aí


Um comentário:
Gostei do poema.
E também do novo visual do blog.
Beijão Lou!
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