terça-feira, 8 de junho de 2010

Mary & Max


Mary & Max foi pra mim a catarse pra entender o incômodo Harvie Krumpet. A técnica de animar figuras (massinha em stop motion) é a mesma nos dois filmes, os traços dos personagens até são parecidos, mas o que é novidade é a patologia declarada.

Tanto o mundo de Harvie Krumpet como o de Mary & Max é povoado por pessoas perseguidas por fobias, atormentadas por detalhes e sem muita noção do quanto podem interferir na vida alheia. A diferença é que em Mary & Max a síndrome de Asperger é declarada e o psicólogo se faz presente. Mary, Max, Harvie Krumpet, a mãe e o vizinho da Mary e a vizinha do Max são personagens que poderiam ter saído de um livro de Oliver Sacks.

A pergunta inicial da Mary, que impulsiona o desejo de resposta e consequente amizade de Max é "de onde vêm os bebês?" Na versão que a Mary ouviu de seus pais, os bebês eram encontrados pelos seus pais (fathers, not parents) em canecos de cerveja, no bar. Na versão que Max ouviu de seus pais, os bebês são chocados pelo rabino. Se você não for judeu (repare na flexibilidade do argumento!), são chocados por freiras velhas. Se você não for católico (e viva a diversidade!), então os ovos de onde saem os bebês são chocados por prostitutas solitárias.

Segundo os meus alunos, os bebês são fruto de contágio. Ou osmose. Nas resenhas de Eu Tu Eles tava lá: "Darlene se aproximou de Zezinho e engravidou. Depois aproximou-se de Ciro e engravidou de novo". Esqueci de perguntar qual é a distância segura pra evitar a gravidez.

2 comentários:

Juliana Reis disse...

eita Lou
contágio hahaha
imagina pegar metro linha vermelha cara vamos virar parideiras hehehe
assisti o filme lindo!!!
abraço

Phil disse...

Oi mana!

esse filme é longa ou curta metragem?
Dá pra ver na net? se der, rola de você me mandar um link?
Frürd wich meuen!

Abracos,

PHIL.