terça-feira, 11 de março de 2008

Urucubaca

Meu computador tem vida própria e gosta de tirar sarro da minha cara.

Faz um mês, mais ou menos, quando é iniciado, ele procura uma impressora que não acha. Nem eu não acho a impressora ou motivos pra ele sequer procurar uma.

Ontem, enquanto eu tava pesquisando os lobos frontais na Wikipédia e esticando a língua pra fora em sinal de nojo, ao ver a foto de um cérebro de verdade sendo manipulado cirurgicamente, o meu mouse começa a descer a tela pela lateral direita. Vai descendo, sem que eu possa fazer qualquer coisa para impedir seu declínio. Chega ao fim da tela e prossegue, da direita para a esquerda, na horizontal. Depois o cursor sumiu e nada mais se mexia. Tentei as teclas, mas não conseguia fechar as janelas. Instalei o mouse do Junior, mas não conseguia controlar o mouse. Não parava quieto e também não fechava janelas. Meti o dedo no botão de POWER e o computador morreu.

Morreu mesmo, porque quando liguei a máquina mais tarde, nada acontecia. Tela preta, mais nada. De novo, não!!! O sangue me subiu à cabeça, precisei de muita força mental pra me concentrar nos textos que eu tinha que ler pra preparar aula. Minha tese não tinha backup. O artigo ainda não submetido pra Aphasiology tinha backup, mas era mesmo a versão final e última? Eu não podia engolir isso. Em vez de ir pra sala arrancando os cabelos e chorando lágrimas de crocodilo, interrompi os meninos que estavam jogando Fifa na sala com a pergunta sobre consertadores de computador.

Sonhei com a solução para os meus problemas: uma combinação de teclas faria o computador funcionar. Mas quais eram as teclas? Eram duas ou três?

Antes de sair de casa, liguei o computador. E ele obedeceu aos meus comandos, o mouse está funcionando normalmente, a minha tese e o artigo estão no pen drive e eu estou feliz da vida. Tá certo que ele ainda procura pela ipressora, mas vai fazer o quê? Sai, urucubaca!!!

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