domingo, 23 de março de 2008

São Sebastião

Segundo dia, no fim de São Sebastião, pedi pra parar antes da subida. Luizão e eu temos ritmos e costumes diferentes: a cada pedalada que eu dava, ele dava duas. Eu prefiro girar pouco, mesmo que isso signifique fazer mais força. Isso se fazia evidente em dois momentos: quando pedalávamos lado a lado e quando ele ia na minha minha frente, se preparando pra subida. Como eu segurava mais as marchas, ainda tinha impulso suficiente pra mais um tanto, enquanto ele já tinha diminuido as marchas e a velocidade.
Outro ponto de divergência era o almoço. Eu estava levando comida pra não ter que parar no meio da pedalada, pra não ter a barriga cheia. Ele preferia sentar num restaurante, comer à vontade e depois pedir pra eu ir devagar, porque ele tava de barriga cheia.
O meio-termo que achamos é que eu abria distância dele antes da subida e parávamos pra eu comer barrinhas de cereais e depois pra ele almoçar arroz, feijão e mistura.

Numa das paradas para eu comer este senhor veio conversar com a gente. Aposentado, ex-estressado paulista, falou da vida caiçara, de exercícios físicos, cabeça boa, contato com a natureza. Insistiu que voltássemos pra casa pedalando. Nada de botar a bicicleta no ônibus, isso é muito fácil!!!

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