domingo, 23 de março de 2008

Rio-Santos

Dois dos senhores que acompanhamos moram na Riviera e nos guiaram até lá por vias alternativas (é um condomínio fechado, mas tem uma entrada de serviço pros empregados, na verdade é uma pinguela em chão de areia). De lá em diante era só Rio-Santos, velha conhecida. Até Maresias tinha espaço pra nós. Na verdade a pista plana é composta por 4 faixas: uma vai, outra volta e tem acostamento de cada lado. Mas nas subidas e descidas o espaço é restrito pela montanha, então tem 3 faixas e meia, quando muito: uma vai, outra volta, meia é acostamento do lado de quem desce, quando muito, e a outra é a faixa adicional na subida, pra que veículos lentos possam ser facilmente ultrapassados. Isso se aplica principalmente ao trecho entre Boracéia e São Sebastião.
Eu tinha metido na cabeça que tínhamos que chegar até Maresias no primeiro dia de pedal. A descida da serra que dá em Boiçucanga terminou numa descida fenomenal, em que atingimos a velocidade demente de 75.5 km/h.
A serra entre Boiçucanga e Maresias nos colocou no limite de nossas forças. Mesmo empurrando a bicicleta, a gente ia devagar e ofegando. E suando feito porcos e morrendo de sede e pensando a cada passo que era mais fácil voltar e descer aquela montanha e tentar de novo no dia seguinte. Não, agora, depois de 2km de subida empurrando as bikes, nós não vamos descer, não, senhora! Dá aqui a sua bike, e endireita essa coluna. Grande Luizão!
Depois de Maresias, o trecho fica ruinzinho. Muita curva, as cidades têm uma periferia que se estica por vários quilômetros, pouco acostamento e muitas serrinhas.

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