domingo, 23 de março de 2008

Em Santos

Saí da rodoviária pedalando em direção ao Centro, até reconhecer um nome de rua. Opa, esse nome tá na minha lista de hotéis de Santos! Chequei a numeração e segui, até chegar no Hotel Ipanema que tem roupa de cama do Hotel Skorpion, localizado na mesma rua. Epelho quase do tamanho da cama, torneira pingando, nenhum lençol ou toalha e muito mofo nas paredes. A notícia boa: pernoite por 22 reais e perto da rodoviária. Mas sem café da manhã.
Saí à procura de um orelhão. Precisava ligar pro meu parceiro de pedal e saber que horas ele chegaria na rodoviária de Santos. As minhas poucas unidades do cartão telefônico foram devoradas pela ligação pra celular, e fiquei sem saber que horas que ele chegava. O orelhão ficava num posto de gasolina, então fui até o frentista, perguntar se ele vendia cartão. Não, só na pastelaria. Explicou onde era a pastelaria e quando cheguei na borda do posto, me chamou de volta. Me ofereceu um cartão dele. Oh, que atencioso, mas eu não queria gastar o cartão dele. O orelhão começa a tocar. Vamos os dois até lá, ele atende, diz que aqui é do posto Brás Cubas e depois me passa o fone. Luizão, que horas cê vem?

Luizão tinha dito que viria às 7:30. Eu precisava tomar café da manhã, e tinha sacado que o bairro em que eu tava eu não acharia nenhuma padaria em que eu pudesse matar a minha fome matinal. De noite vi botecos e puteiros. De manhã eu não queria procurar muito, decidi tomar café da manhã na rodoviária.

Na rodoviária, um segurança perguntou se eu ia embarcar com a bicicleta. Não. Então ponha a sua bicicleta no bicicletário, aqui na plataforma não pode. O bicicletário consistia num paraciclo e um guarda ouvindo música no ipod. Luizão chegou, precisava tomar café também, prendemos as duas bikes perto do guarda ouvindo música. Sem tirar os fones do ouvido, perguntou pra onde a gente ia. Ubatuba. Quanto tempo demora? Dois dias (e mostrei dois dedos). Ele não conseguiu ler os meus lábios, mas interpretou os meus dedos. Duas horas?

Nenhum comentário: