domingo, 27 de janeiro de 2008

A vizinhança

Tanto o condomínio de luxo como a favela que estão situados nas margens da mata jogam seu esgoto na mata. Sem dó ou consciência ecológica.
As crianças da favela ao lado participam de um programa oferecido pela fundação que visa a educação ambiental, mas os estagiários reclamam que são biólogos, não pedagogos.
A favela que margeia a mata. A monitora do meu grupo se referia a uma 'invasão', ao passo que ouvi o monitor do outro grupo mencionando uma 'ocupação'. Não se trata de sem-terras, já que uma reforma agrária no meio do mato não parece dar muitos frutos. Tampouco parece ser uma coisa provisória, já que as casas são de tijolo. Aconteceu que uma área foi tombada e reservada para o reflorestamento da mata atlântica, mas antes que a prefeitura de Campinas conseguisse se articular, as terras foram invadidas/ ocupadas por uma galera.
Os lixos da civilização. Além do despejo de entulho, poluição sonora (ouvimos funk em alto e bom som...), poluição das águas e do ar e a caça de animais silvestres, a mata sofre com um outro problema causado pela vizinhança: a presença de animais domésticos na mata. Gatos e cachorros passam a cerca e caçam na mata, perturbando a cadeia alimentar do ecosistema, além de transmitirem suas doenças aos animais autóctones.
A vizinhança ocasionalmente comete atos de vandalismo. Rasgaram as telas do borboletário. Será que foi divertido ver um montão de borboletas coloridas voando na mesma direção? Será que esse prazer vale o trabalho que os estagiários e biólogos de plantão tiveram pra coletar e criar as borboletas? O viveiro de borboletas reabrirá em março deste ano. Enquanto isso, fotos de algumas das 700 espécies catalogadas na mata podem ser vistas aqui.

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