sábado, 19 de janeiro de 2008

Vallat

Este é Vallat, um espião suíço envolvido numa investigação dadaísta. Minha compulsão por histórias em quadrinhos continua me obrigando a adquirir quadrinhos de toda espécie. Na maioria dos casos, a arte gráfica é mil vezes mais sofisticada que a arte narrativa. A estória raramente é cativante, interessante, envolvente. Exceções raras são Persépolis da Marjane Satrapi, Palestina do Joe Sacco e Sandman do Neil Gaiman. Nestes casos, a estória vale muito mais que o desenho, porque ou o desenho é tosco (Persépolis e Palestina), ou o desenhista de Sandman sempre muda, e nem sempre é Miguelanxo Prado.
Mas eu estava falando de Vallat. A estória não é ruim, trata-se de um detetive meio sem característica marcante tendo que resolver um caso que ele mal entende, e acaba se envolvendo com um grupo de dadaístas, só pra aumentar a confusão mental do homem.
O que mais chama atenção nesta HQ é a arte gráfica. Massimo Milano usa a página inteira, sem as subdivisões em quadrinhos, pra criar seqüências de ações. O resultado é um painel muito bem arquitetado, com movimentos fluidos. Preto e branco, elegante e levemente dadaísta.

Nenhum comentário: