sábado, 23 de abril de 2011

Vila Candelária

Foto: Sheila

Foto: Sheila

Almoçar com o professor Edinaldo é sempre uma experiência sociológica. Como ele gosta de mostrar a Porto Velho roots para os não-iniciados, aproveitamos para conhecer novos lugares e velhas histórias.
Foto: Sheila
Dessa vez, almoçamos na Candelária, uma vila que ainda conta com alguns barbadianos (vindos de Barbados, Caribe) e muitos ex-ferroviários do tempo da Madeira-Mamoré.  Depois do almoço, ele nos prometeu um passeio no cemitério da Candelária.
Foto: Sheila
Para se chegar no cemitério, é preciso seguir pelos trilhos do trem.  Ao longo dos trilhos tem uma favela sobre palafitas. Passar por ali significa quase entrar na casa daquelas pessoas todas e é equivalente a acompanhar a sessão da tarde, a preparação da janta, a construção da casa, a fofoca do dia. Quando fiz o passeio de barco, era essa paisagem que me remeteu à Índia.
Foto: Sheila
O cemitério fica no meio da mata e já foi muito depredado. Uma trilha no meio da mata guia o visitante por valas, lápides carcomidas e cruzes.  O maior medo que passamos ali foi das formigas que tocavam o terror num certo ponto da trilha. Corremos algumas centenas de metros  gritando  e tomando ácido fórmico na veia. O medo secundário – e sempre presente aqui – foi a malária ou dengue, porque os mosquitos tavam “agarrando”, como dizia o Edinaldo.
Foto: Sheila
Depois do cemitério dos ferroviários, visitamos o cemitério de locomotivas. Havia árvores crescendo no meio da lataria. A selva engrupiu a máquina a vapor.
A Sheila
Foto: Sheila

3 comentários:

Telmo Teramoto disse...

MUITO interessante. pena que quando estive em porto velho não conheci esse lugar.

Arcos da Lapa disse...

Olá Sheila.
Antes de tudo, parabéns pelas fotos de Porto Velho.
Meu nome é Mauro Mallet e estou fazendo um documentários sem fins comerciais sobre uma feminista do Rio e gostaria muito de usar uma foto de sua autoria com palafitas para ilustrar um momento da narrativa, quando ela fez ações de saúde com populações ribeirinhas na década de 70. Caso autorize, agradeço desde já, e depois te envio um link do documentário com sua foto e seu nome (qual nome usaríamos?) nos créditos. Um abraço.

iglou disse...

Mauro,

eu não sou a Sheila. Me dê dois dias e eu descubro o nome completo da Sheila.