segunda-feira, 18 de abril de 2011

Gata mãe

Os dois gatinhos que o dedetizador pegou e que eu devolvi pra gata mãe. Tinha colocado os dois no jardim, quando a mãe não tava. Exploraram o local, depois se encolheram e adormeceram escondidos pelas plantas. A mãe não os identificou. Tirei os dois do esconderijo, pus numa caixa de papelão no meio do jardim. Quando olhei pela janela, vi a gata dando de mamar pros dois.

Miava muito, não sei se de felicidade por ter reencontrado os dois filhotes, se de dor ou alívio. Depois de se alimentarem, passaram a andar com mais segurança. Queriam conhecer o jardim todo, mas os miados da mãe guiavam os dois gatinhos pra fora da casa.

Mas o capítulo "gatos do forro" ainda não acabou. Ontem acordei outra vez no meio da noite com os miados da Akari e o tumulto lá em cima. Levei os dez metros de tela que eu tinha comprado pra pôr nas janelas, martelo e pregos pro forro. A tela deu certinho pra fechar a parte aberta. Antes de terminar, olhei pro lado no forro-sauna e vi a Akari. Subiu pela escada e pulou pelo acesso no teto no banheiro. Desci a Akari e tranquei a curiosa no quarto.
Eu tinha fechado o acesso da gata mãe, mas não tinha cuidado dos gatinhos (contava dois remanescentes no forro). Mas como eu tinha decidido subir ao forro uma vez só por dia, deixei os gatinhos pra hoje. De novo, acordei com algazarra no forro. Logo depois do café da manhã, tranquei a Akari no quarto e subi no forro com um rodo, a caixa de transportar gatos e uma lanterna de bicicleta.

Logo identifiquei a gata mãe embaixo da caixa d'água que fica em cima do outro banheiro. Saquei que ela tava guardando os gatinhos. Me aproximei e ela correu. Cutuquei atrás da caixa com o rodo. Miado. Deitei embaixo da caixa, enfiei a mão lá e fui tirando gatinhos do esconderijo: um, segura! dois, caramba! três, ave Maria! quatro, caralho! cinco - perdi um. Quando quis passar pelo buraco na parede pro saguão maior, perdi mais um. Pus os três na caixinha de transportar gatos fedidos e procurei pelos dois fujões. A mãe deve tê-los levado.

Desci do forro me sentindo um capitão do mato. Profissão: perigo. Enquanto eu tomei banho, depositei a caixa com os três na varanda. A gata viu e me desafiou. Botei a caixa na Laranja Mecânica, atravessei a cidade e doei os gatos para a Pet Shop que me conhece. Paguei as vacinas dos três. A gata mãe continua no jardim. Espero que haja silêncio em casa nessa noite.

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