Estou corrigindo as resenhas finais dos meus alunos. A turma de Arqueologia resenhou um conto de ficção científica do Isaac Asimov (A última pergunta), a turma de Letras resenhou um conto irlandês da Mary Lavin (O fundo da terra e o fundo do mar) e a turma de Medicina resenhou um ensaio da Susan Sontag (A doença como metáfora). Na turma de Medicina, a tendência foi mandar rascunhos da resenha por e-mail e pedir orientação (na verdade, pediam "uma luz"). Na turma de Letras, a tendência foi o diálogo ao vivo e a cores (inclusive na hora da entrega tinha gente pedindo orientação. Quando quis ir embora, tinha gente acampada na frente da minha bicicleta). Quando mandaram os frutos dessas conversas por e-mail, fiquei espantada com o salto qualitativo de algumas resenhas. Na turma de Arqueologia, houve orientação em sala de aula, mas fora dela, a tendência foi o silêncio. Minhas preocupações se confirmaram quando comecei a ler as resenhas.
"A história é constituída por 12 paginas cada uma delas sob a responsabilidade de um autor."
"O texto a ultima pergunta e escrita por Isasc Asimov retrata uma historia de robores e humanos."
"Quanto o ser humano passa a conviver com rubores que o mesmo tem comandos próprios e assim com os dinossauros, os seres humanos vão se exitiguindo."
"surgiu uma discurssão"
"entram numa discutição"
"O conto de Isaac Asimov conduz o leitor a um universo além do futuro"
"A máquina era tão inteligente que alto se programava."
"computador muito inteligente"
"Boas férias ou até a repositiva!"
"Seja o que AC quiser"
Um comentário:
Lou,
Está na hora de você ganhar um adicional insalubridade...
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