quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Language Death

Os candidatos ao mestrado, mesmo não tendo sido aprovados na prova de conhecimentos específicos, fizeram a prova de língua estrangeira (que não é eliminatória). Havia duas línguas à escolha: inglês e espanhol. O texto, no entanto, era o mesmo.

Escolhi o livro do David Crystal chamado Language Death como base da prova, porque o Júlio tinha uma versão desse mesmo livro em espanhol. Faltava só o Language Death que eu encomendei pela Estante Virtual chegar. O livro chegou no dia em que aplicamos a prova. Por sorte, eu tinha achado uma versão 'free for download' na internet.

A negociação de qual parte do livro seria o texto para a prova foi árdua. Os responsáveis pela prova queriam dar aos candidatos um texto de 11 páginas, o resto da comissão achou aquilo um martírio. Foi sugerido outro trecho de 3 páginas, mas esse também não foi aceito. Chegamos ao compromisso de 6 páginas.

Durante a prova, que foi respondida em português, ouvimos alguns elogios. Além de termos fornecido o mesmo conteúdo nas duas provas de língua estrangeira, eles ainda estavam aprendendo o que é a morte de uma língua.

Quem morreu fui eu, corrigindo as pérolas tanto da prova de espanhol como de inglês:

... devido à falta de incerteza ...
... uma língua morre quando não há pessoas que pensam.
... uma língua que usufrui do mesmo idioma.
... o uso da língua extinta passa a ser um problema na comunicação.
... um homem está morto quando deixa de ter a vida.
... sobrevivente de uma reportagem.
... os Tapshin reclamam que os Met falam a mesma língua que eles.

O tiro de misericórdia:

A publicação desses dados acaba provocando confusões, pois leva as pessoas a pensar que as línguas estão morrendo.

2 comentários:

Amurim disse...

Essas duas são "fantasmagóricas":

"... o uso da língua extinta passa a ser um problema na comunicação."
Fico pensando nas pessoas não conseguindo se comunicar porque a sua língua esta morta.

"... um homem está morto quando deixa de ter a vida."
Esse aqui deveria trabalhar no IML.

Anônimo disse...

Saudação subtropical!
ninguém comentou nada da tiazinha que morreu nesses dias, ela era a última pessoa que falava um "idioma!?" do neolítico: um tal de BO. Depois que seus pais faleceram ela teve que aprender outro pra se comunicar. E que antes disso ela ficou bem depre. Noticiado na seg ou terça.