domingo, 7 de fevereiro de 2010

Dejavu

Ontem teve festa na Oca. A festa era de comemoração antecipada do aniversário do Sales, nosso palhaço. Apesar de estar a muitos quilômetros de distância dos meus irmãos tapioquenses, posso imaginar como foi a festa. Imagino que teve comida que demanda pouca elaboração culinária (churras), cerveja, música feita pelos presentes (violão, chocalho, chaleira, caixa de fósforo, pandeiro e ziriguiduns estão sempre por perto) e muita gente rindo (provavelmente do Sales). A música feita por todo mundo é marca registrada das festas da Oca da Tapioca. Violão e voz de Sales e Ruy e o pandeiro e voz do PH (que não é morador, mas assíduo frequentador) sempre foram o motor da música coletiva. Foram 7 anos de afinação entre nós, e hoje eu diria que a música coletiva vale a festa.

Ontem eu tive um déjà vu quando fui na festa de aniversário do Ninno. Ninno é muito parecido com muito amigo meu, mas bem diferente de mim. Na festa teve churrasco, cerveja, palhaçadas e música feita pelos convivas. Havia vozes, violão, xilofone, chocalhos, reco-recos, agogô, pandeiro e cajón. Ouvindo aquilo, lembrei da primeira festa da Oca, em que nos auto-denominamos Inimigos do Ritmo.

Mas essa parte da música coletiva na festa do Ninno veio depois que silenciaram os alto-falantes, de onde saía o som de uma banda muito apreciada por aqui:
Dejavú.

Quando o techno-brega deu lugar à nossa disritmia e desafinação coletiva, os apreciadores daquela música de massa se foram embora, dizendo "té, já vou".

2 comentários:

Anônimo disse...

Lou, wieder einmal eine kleine sprachliche und inhaltliche Perle.. Wann schreibst du endlich dein erstes Buch?

iglou disse...

Ihr seid mein Buch,
ich bin euer Buch;
und das geht schon lange so.