segunda-feira, 2 de maio de 2011

Highlander

Eu tinha outros planos pra começar o dia, mas acabei me enfiando em roupas sujas e subindo no forro. Fazia duas noites que os gatos tinham me deixado dormir tranquila, mas essa manhã o filhote ilhado no telhado não me deu sossego. O último filhote restante da ninhada de sete tinha atravessado o telhado e tentava entrar no forro. Como ele estava concentrado em driblar a tela que eu tinha instalado numa das minhas excursões ao submundo do telhado, tive chance de agarrá-lo antes que se encolhesse num lugar inalcançável.

Gritou, arranhou, mordeu, chiou e esperneou. Doeu, mas consegui pegar o highlander. O coração acelerado dele parecia querer explodir na minha mão enquanto eu me contorcia pra descer a escada. Pus o combatente na caixinha e fui cuidar da minha vida: banho, café da manhã e essas coisas. Como ele e a mãe miavam sem cessar, decidi levar o filhote na pet shop, pra doação. O moço que tirou o gatinho de dentro da caixinha voltou ferido. "O que é aquilo que você trouxe: uma jaguatirica?"

Um comentário:

Mônica disse...

"Jaguatiricas" são muito engraçadinhas. Assim que passar o susto, o bichinho será facilmente adotado.

E eu continuo com o filhote mestiço de siamês aqui, à espera de um dono. Pelo jeito, vai acabar ficando...