sábado, 28 de maio de 2011

Banho de gato

Akari gosta muito de se esfregar na terra. Deita e rola. Escava e enterra. Quando eu achei que ela não tinha mais nenhuma parte branca na pelagem, dei um banho nela. Ficou esquisita, feiosa e arisca. Deixei a porta aberta, na esperança de que ela aproveitasse o sol pra se secar. Que nada! Foi se esfregar na terra preta. Akari ficou irreconhecível. Dei um segundo banho nela, dessa vez só com água. Fechei a porta e as janelas e ficamos de mal uma com a outra.

Chegou a hora de dar vacina na gata. Fomos na veterinária, que deve ser o segundo pior lugar do mundo pra qualquer animal. Permanecemos um tempinho naquele lugar que tem sons, cheiros e dinâmica estranha. Tomou a vacina, relutou em voltar pra caixinha (que definitivamente é o pior lugar do mundo pra Akari) e foi libertada já no portão de casa.

Me ocupei de tarefas domésticas e quando olhei pra Akari, ela tava cinza. Se esfregar na terra deve ser uma estratégia de exorcizar as lembranças da veterinária. Tomou banho, me olhou de lado, mas não reclamou de secar dentro de casa.

Um comentário:

Mônica disse...

Aqui em casa, a Siluê meteu-se na chaminé da lareira umas três vezes. Nas três vezes teve de tomar banho e tb não gostou nada. Parou de se esconder lá. hehehe