sexta-feira, 2 de abril de 2010

Mesmo nome

Salvador era o nome de um filme que exibiríamos no cineclube. Baixei o filme, vi e pensei sobre ele. Dirigido por Oliver Stone, de 1986, é quase um documentário sobre um jornalista americano que pendula entre a guerrilha e os militares em El Salvador. Pesquisei material a respeito e enviei tudo pros meninos (Guilherme e Paulo). Achei estranho que eles não se manifestaram. Na noite antes do cineclube, conversei com o Robson sobre o Salvador e nos demos conta de que estávamos falando de filmes diferentes. Existe outro Salvador de 2006, sobre um revolucionário chamado Salvador. Era esse filme que todos (menos eu) tinham visto. Os dois Salvadores se encaixavam muito bem na temática 'autoritarismo'.

No dia do cineclube, a poucas horas antes da exibição do filme, nos demos conta de que ninguém tinha o Salvador (2006), e que o único filme disponível era o meu (Salvador - 1986). Só que eu não lembrava se o meu tinha legendas ou não. Não tinha e não deu pra baixar ali, na hora. Com o assentimento do público, passamos Das Experiment (2001) e adiamos o Salvador (2006) pra semana que vem.

* * *

Recebi uma mensagem no celular de uma ex-aluna. Ela escreveu que está com vergonha e entende por que tirou zero e reconhece a besteira que fez.
Respondi que ela tinha mandado a mensagem pra pessoa errada, porque eu nunca dei zero pra ela e agora ela não é mais minha aluna.
Imediatamente ela respondeu que tinha errado de professora.
Imagino que na agenda dela deva constar o meu número e o meu nome: professora.

* * *

Fui convidada pra ir na despedida de um alemãozinho chamado Philip numa pizzaria. Eu já tinha visto ele, porque ele se destaca dos baixos, morenos de nariz pequeno daqui. Ele também já tinha me visto, porque reparei que a minha bicicleta com os meus alforges Ortlieb lhe prenderam a atenção. Mas nunca tínhamos trocado uma palavra.

Agora seria a sua despedida e o povo da Qúimica sugeriu a pizzaria Casa Bella. Explicaram pro gringo que ônibus ele deveria pegar e onde deveria descer. Miyuki e eu chegamos pontualmente às 20:00 e estranhamos que o alemão não estava sendo pontual. Lembramos que havia outro restaurante chamado Casa Bella (Gourmet) na mesma avenida, também de esquina. Não tínhamos o telefone dele, o que tornou tudo mais dramático.

Às 21:00 os convidados estavam todos reunidos numa pizzaria e o anfitrião estava na churrascaria de nome quase igual. Um de nós foi lá, buscar o moço. Quando chegou lá, Philip tinha saído. Os telefones não pararam. Descobrimos mais tarde que ele tinha chegado pontualmente às 20:00, esperado, ficado com fome, atravessado a rua e comprado um sorvete. Nessa hora de ausência apareceu o resgate. Depois de alguns telefonemas e um pouco de paciência, conseguiram localizar o Philip e o troxeram pra pizzaria.

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