terça-feira, 13 de abril de 2010

Inferências

Estou me preparando pra aula de 8 horas que vou dar em Rolim de Moura. É sobre Semântica, o que não é a minha especialidade; mas pra quem está dando aula de Texto desde setembro, não é de surpreender que eu assuma qualquer coisa que não seja a minha especialidade.

Quis explicar aos meus alunos que talvez não desse conta de corrigir os textos que em entregaram essa semana. O diálogo foi mais ou menos assim:

- Galera, estou indo pro pólo. Não sei se vocês sabem o que isso significa, na verdade nem eu. Mas o fato é que vou a Rolim de Moura e não tenho garantias de voltar.
- A senhora vai dar aula pra índio, então.
- Quem falou em índio? Não vou pra aldeia, vou pro pólo.
- A senhora falou que achava que não ia voltar, então pensei que a senhora tava com medo de tomar uma flecha no coração.

Temos aí um exemplo fresquinho de inferência: saltos no processo argumentativo. Nesse caso, o aluno chegou a uma conclusão desautorizada por um caminho possível, mas não indicado.

4 comentários:

Juliana Reis disse...

Eu já digo:
- Leve-me ao seu líder!
Hum aldeia e flechada no coração hahahaha????
Quem sabe são indios canibais e vão te colocar no tacho e fazer a dança da chuva????
Ou será melhor pedir para ensinarem a dança do sol!!!
Ah detalhe não muito escaldante tá.
Ah só um lembrete depende da aldeia vi que eles usam mac e se vc souber alguma receita por lá manda pra cá!

iglou disse...

Mas eu não vou pra aldeia. Vou pro pólo de Ensino à Distância.

Juliana Reis disse...

Eu entendi pq aqui tb tem cursos da UAB com polos pelo Brasil todo até cidade que nunca tinha ouvido falar.
Mas não pude deixar de brincar né!
Afinal eu sou suspeita para falar dos indios pq gosto de aldeia rsrsrs e já fui "mãe adotiva" de uns indinhos que infelizmente não sobreviveram :(

Leonardo disse...

muito engraçado :D