domingo, 21 de setembro de 2008

Filha da PUC

Fui a São Paulo pra fins de diversão e dispersão, mas achei que dava pra aproveitar a viagem e fazer alguma coisa pela tese. Pois é, São Paulo também é trabalho. Durante a minha qualificação, uma professora da minha banca, que é da PUC sugeriu que eu lesse uma dissertação de uma moça da PUC que escreveu sobre o termo agramatismo. A dissertação estava na biblioteca da PUC, disso eu sabia. Restava descobrir onde é a PUC.
Google Maps me informou que fica ali na esquina da Consolação com a Marquês de Paranaguá. Tinha outra em Perdizes, mas isso eu desconsiderei. Perdizes! Nem sei onde isso fica...
Aquela PUC era de exatas. Filha da ... !!!!!! Tem que ir pra Perdizes, que peste. Fui, né.
No ônibus que eu peguei na Consolação pra Perdizes subiram umas cinco meninas muito parecidas: cabelão liso, franja, muita maquiagem, rosto limpo e pasteurizado, óculos de sol enormes, magrelas, roupas apertadas e cor-de-rosa, salto alto. Elas e eu descemos todas no mesmo ponto e caminhamos uma quadra até a PUC. Soube que aquele prédio feio e sem-graça sem nenhuma placa indicando obviamente que ali era o lugar que eu procurava era de fato a PUC pela aglomeração de gente jovem parecendo adolescente. Podia ser uma escola qualquer. Mas já aprendi que em saída de escola os adolescentes usam uniforme da escola. Ali o uniforme era ditado pela moda lançada na última novela da Globo.
Na biblioteca não tem armários. Tem guarda-volumes com um funcionário que troca fichas com números pelos pertences dos usuários. As teses, dissertações e os periódicos ficam no subsolo. Não tem banheiro na biblioteca. Também não tem cantina da PUC. Tem lojas que há numa praça de alimentação de shopping center. Silêncio na biblioteca também não tem a partir do momento em que duas ou mais pessoas sentam-se na mesma mesa.
A dissertação que eu li está em primeira pessoa do singular, no estilo de um diário. Além disso, a autora abusa da recursividade lingüística (possibilidade de sempre encaixar mais um sintagma na sentença), produzindo sentenças demasiadamente longas, nas quais a concordância entre os termos acaba se perdendo. Filha da PUC, como é que eu faço pra sair daqui?

5 comentários:

Natalie Rios disse...

Dia Mundial sem carro!
e eu to aqu, numa reuniao do edital pedtrobras ambiental!
há de se fazer algo pelo petróleo queimado e derramado!

Denise Quitzau Kleine disse...

Lou!
Vai um link com o vídeo sobre a dificuldade de se pedalar em Sampa. Lembrei-me logo de você e das suas pedaladas.
http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowVideos.action?destaque.idGuidSelect=1953B3AE53914992BA1EA3C522AF7506

iglou disse...

Eita mulherada apressada, adiantando assunto! Já vou postar da bicicletada em São Paulo no Dia Mundial Sem Meu Carro Na Cidade.

Antes, queria fechar o lance da PUC: o atraso de livro na biblioteca não é penalizado com suspensão de 10 dias, mas com multa de R$ 4,oo.

Denise, prazer em vê-la!!!

Denise Quitzau Kleine disse...

Menina, estou sempre passando pelo blog.

Abração!

Natalie Rios disse...

Pois é!
Os filhos da universidade pública se assustam nestes lugares!
Eu chego a ter medo de entrar.