quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Me chamo vento

Estamos quase na primavera e a previsão de temperatura mínima pra hoje de noite é 12 graus. Amanhã temos promessa de 11 graus de noite. A umidade do ar está lá na casa dos 70%, mas a pressão atmosférica está alta, coisa que os meus parafusos de titânio sentem.
O pior deste clima é o vento cortante e constante. Fui ao cinema ontem de noite. Pra minha alegria, o Tapetão está parcialmente iluminado. Pro meu desespero, o vento parecia uma mão invisível e forte segurando a minha testa. Demorei uns 12 minutos a mais que o costume pra chegar no Jaraguá e tive que pedalar o trajeto todo - em marchas baixas. Na volta, vim com o vento nas costas e não pedalei em quase todo o trajeto de Tapetão.
Me chamo vento.
Quando pedalo, visto luvas de couro e cachecol, além de casaco corta-vento. Assim o vento não é frio, apenas afeta a velocidade que consigo desenvolver na bicicleta. Quando nado na piscina não-coberta da Unicamp, não tenho a mínima vontade de sair da água aquecida. Este vento que sopra entre a piscina e o vestiário é frio e do mal. Na volta pra casa, volto pedalando e os meus cabelos secam ao vento.
Me chamo vento.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parece chuva, mas chama vento: é tempestade?