
Naquele dia em que pedalamos com a Ana Lu, vimos essa queimada perto da estrada pouco antes da Ademar de Barros.
No dia seguinte, a fumaceira era mais forte e o fogo tinha se aproximado da estrada. A fuligem das queimadas de Campinas cobre o chão do nosso quintal, entra pela janela, se deposita na roupa limpa estendida no varal. Não sei há quantos meses não chove aqui, e a galera segue queimando seu lixo e seus matos.
As árvores perdem suas folhas, as flores perdem suas pétalas, as pessoas têm problemas respiratórios, olhos vermelhos, sangramentos nasais, muita sede e agonia ao olhar pro céu.
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