sábado, 2 de agosto de 2008

As portas de casa

É somente no sentido metafórico que as portas de casa estão sempre abertas. No sentido literal, estão emperradas.

A porta que liga a garagem ao quintal está trancada faz mais de ano: a chave quebrou lá dentro. Quem sente a desvantagem de não poder abrir esta porta é a pessoa que leva o lixo pra rua e o homem que troca o bujão de gás.

A porta da sala não quis abrir numa madrugada em que o Gustavo estava na sala e quis ir ao banheiro. A lingueta tinha soltado da mola e entalado no buraco do batente. O notívago acordou os meninos, que desmontaram a porta. Encostaram a porta numa parede e não se preocuparam com ela por uns dois meses. Eu, que não tinha nada com a estória da porta desmontada, fui comprar uma fechadura nova. Não ter porta da sala significava acompanhar a programação da TV, os ensaios da banda de palhaços, os ensaios dos palhaços, os >bups< do chat do Gustavo.

A porta da edícula, que é a habitação do Sales, emperrou anteontem. Fui tentar ajudar, mas não conseguimos abrir a porta. Ofereci de chamar um chaveiro, ele preferiu ficar na janela, soprando bolhas de sabão. Era a sua maneira clown de emitir sinais de socorro. Ainda não chamou um chaveiro: colocou um banquinho na janela, pra poder entrar e sair pela via alternativa.

Um comentário:

Fourier disse...

Muito bom os seus dois blogs!!
Passei 2 dias na Holanda!

Que bom que gostou das faixas. A idéia não é tomar as ruas, mas sim compartilhar. Mas para eles entenderem temos que fazer eles esperarem um pouco.

Abraços