domingo, 24 de agosto de 2008

Na estrada

Bifurcação da Adhemar de Barros: a direita segue pra Espírito Santo do Pinhal e Andradas, a esquerda vai pra Casa Branca, Estiva Gerbi e São José do Rio Pardo.

Às 13:00 chegamos cansadíssimas em Esp. Sto. Pinhal. O sol estava inclemente, a boca parecia abrigar um ovo quente, os ombros reclamavam e o pneu traseiro parecia estar furado. Paramos num posto cheio de homens falando alto e elogiando nossa saúde e coragem. Depois de beber suco de laranja e muita água, comer quase todos os nossos mantimentos do dia e alongar as costas, bateu a preguiça. Ficamos sentadas naquele posto por mais de 2 horas, ouvindo estórias de colheita de café: carreguei 25 sacas de café e recebi R$ 20,00 no fim do dia; estórias de pai solteiro: preciso casá logo, causo que sem muié é mui difícil de criá dois fi-i; estórias de festa: vixe, mai quelas muié lá bebe cerveja e toma pinga, que num dá pra acompanhá; estórias de paquerador: qual que é seu nome? Pois minha próxima fia vai chamá Ana Lu tamém. Enfim, papo de homem: os namorado de vocês num dêxa cês í nas festa? O quê? Os namorado vai de carro e ocês vai de bicicréta? Tá tudo invertido.Bicicleta da Ana Lu: bravas guerreiras.

Deixamos o posto e os homens e suas estórias pra trás e seguimos os 30km restantes.


Cadeia de montanhas que circunda Andradas.

Chegamos antes de Javier e Bob e fomos nos apresentar aos pais do Bob. Muito simpáticos e alegres.

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