


Não entendo por que, mas o Blogger tá demorando um dia pra baixar as fotos, por isso essas vêm levemente atrasadas. Fonte na Pinacoteca do Estado por mais de um ângulo.
Domingo. Livinha, Luciana, Kenia e a minha pessoa fomos de carro pra São Paulo, nos perdemos um poquinho e encontramos a Pinacoteca do Estado, onde estão expostas pinturas e estudos da Tarsila do Amaral feitos a partir de suas várias viagens.

Voltei da fruteira e deixei essa fruta em cima da mesa. Junior olhou pra ela como se fosse um monstrinho, deu uma cutucada nela e perguntou se era alcachofra. Dei risada, mas não lembrava mais do nome da fruta que tinha comprado minutos antes. Abri a fruta e a dividi com o Sales, que disse que se tratava da fruta exótica que ele tinha visto no Fantástico no dia anterior. Mas também não lembrava o nome dela. Concordamos que ela é mais bonita que gostosa, e que não sabemos o nome dessa fruta.
Puxa, se existisse Wikipédia por imagens, eu poderia resolver alguns dos meus problemas de anomia (sei o que é, mas não consigo acessar a gaveta da memória em que está guardado o nome). Imagina que legal seria poder mostrar uma imagem pra enciclopédia e ela te responder como chama a coisa, pra que serve, de onde vem e outras informações relevantes. Seria muito massa. Será que quem trabalha com Inteligência Artificial se interessa por reconhecimento de imagens?
Em português, o título ficou: Onde os fracos não têm vez. Não acho que seja um bom título, porque o filme não é sobre fraqueza ou força, se dar bem ou não. Quem fica com os dois milhões de dólares no fim das contas, não importa. O que importa são as motivações que levam os personagens a agir. O que importa é a forma como eles entendem o mundo e a violência que uns infligem aos outros. O que interfere nos planos previamente traçados é o acaso, presente na moeda que o assassino joga para o alto, no carro que colide com o carro do Chigurh (soa como 'sugar') e a má sorte de Llewelyn de ter sido visto pelos mexicanos no local da matança.
O filme é pesado, quase não tem trilha sonora, e é desigual. Enquanto o fugitivo e o psicopata correm, o xerife tenta entender o funcionamento das coisas. O fugitivo, o matador e o xerife quase não aparecem juntos em cena, o que agrava a sensação de ritmos diferentes. As cenas com Llewelyn, Carla Jean e Anton Chigurh são tensas, ao passo que as cenas com Ed Tom são tranqüilas, porque ele filosofa meio sozinho. A sua incompreensão do estado atual é até compartilhada por outros, mas não é compreendida, porque ele não consegue verbalizar claramente o que o perturba.
O moço, que é ilustrado das idéia, esteje avisado: num acredito em lobisome, mula-sem-cabeça, caboclo d'água ou ôtros fantasma.
A jornada que leva mais longe é a que nos guia mais pra dentro da gente. No ponto de chegada, o viajante já não reconhece aquele que era no porto de partida. Qual o resultado da viagem? Qual a verdade revelada? Que, na verdade, a verdade não é nada!
Civilizada miopia que nos faz ver atraso e ignorância onde há, na verdade, a diferença, a originalidade apaixonante do que não é aquilo que somos nós.
Estórias gerais se passa no norte de Minas, no sertão onde o jagunço bota ordem nas coisas que se movem. A prosa está muito bem retratada, além de ser poética à la Guimarães Rosa. Me lembra um pouco de Narradores de Javé, tem estória dentro de história, mas segue basicamente os bandos de Antônio Mortalma e Manuel Grande. A arte gráfica e a prosa solta são os destaques desta obra brazuca no tôco. Escrita por Wellington Srbek (suponho que ele seja capaz de pronunciar seu sobrenome) e ilustrada por Flavio Colin, é uma obra em quadrinhos lançada em 2007 pela Conrad (que se especializou mais em lançar quadrinhos americanos, traduzidos pro português).
Ocupei a cozinha com a minha tese. Ainda bem que é carnaval e a galera tá viajando, senão eu não me espalharia por aqui. Gostei de trabalhar na cozinha: tenho luz suficiente, telefone e porta não estão muito distantes, tenho uma mesa grande pra espalhar um monte de papel, e como estou na cozinha, não esqueço de comer de vez em quando (o que me acontece no IEL).
Carnaval, tempo de viajar. Todos se foram, e eu fiquei só com o Frodo em casa. Frodo nem é nosso peixe, é dos vizinhos que foram viajar e não queriam levar um aquário pra praia. Devo alimentar o peixe Beta com duas rações diárias de 3 bolinhas. Olhei no tubinho de ração e lá está escrito: "alimento esférico flutuante". Nossa senhora, que descrição mais precisa... e desnecessária!
Depois de meio ano de doutorado-sanduíche na Holanda, escrevi um artigo com o meu orientador e o submetemos a uma revista inglesa. Dois meses depois, recebemos a notícia de que ele foi recusado. Pobre Pequena Lou, ela não sabe lidar com críticas dos outros.
Pus as inúmeras fotos e recortes dos vídeos que eu fiz na minha galeria de vídeos. Pena que a qualidade da imagem não é boa, mas o vídeo é divertido.
Pode segurar jogador? Não é falta, seu juíz? Ah, não tem juíz, é verdade.
Os visitantes deste sábado assistiram a um vídeo, ouviram uma palestra e responderam perguntas sobre a conservação do meio-ambiente. Depois, foram divididos em dois grupos e guiados por um trecho do aceiro e pela trilha leste. O aceiro é uma faixa de nada entre a mata e a vizinhança, com 9 km de comprimento. Não caminhams isso tudo, infelizmente.
Fizemos paradas em árvores com características peculiares, tipo os nós nesse tronco.
Reparamos que as lianas proliferam desenfreadamente.
Tanto o condomínio de luxo como a favela que estão situados nas margens da mata jogam seu esgoto na mata. Sem dó ou consciência ecológica.
As crianças da favela ao lado participam de um programa oferecido pela fundação que visa a educação ambiental, mas os estagiários reclamam que são biólogos, não pedagogos.
A favela que margeia a mata. A monitora do meu grupo se referia a uma 'invasão', ao passo que ouvi o monitor do outro grupo mencionando uma 'ocupação'. Não se trata de sem-terras, já que uma reforma agrária no meio do mato não parece dar muitos frutos. Tampouco parece ser uma coisa provisória, já que as casas são de tijolo. Aconteceu que uma área foi tombada e reservada para o reflorestamento da mata atlântica, mas antes que a prefeitura de Campinas conseguisse se articular, as terras foram invadidas/ ocupadas por uma galera.
Os lixos da civilização. Além do despejo de entulho, poluição sonora (ouvimos funk em alto e bom som...), poluição das águas e do ar e a caça de animais silvestres, a mata sofre com um outro problema causado pela vizinhança: a presença de animais domésticos na mata. Gatos e cachorros passam a cerca e caçam na mata, perturbando a cadeia alimentar do ecosistema, além de transmitirem suas doenças aos animais autóctones.
A vizinhança ocasionalmente comete atos de vandalismo. Rasgaram as telas do borboletário. Será que foi divertido ver um montão de borboletas coloridas voando na mesma direção? Será que esse prazer vale o trabalho que os estagiários e biólogos de plantão tiveram pra coletar e criar as borboletas? O viveiro de borboletas reabrirá em março deste ano. Enquanto isso, fotos de algumas das 700 espécies catalogadas na mata podem ser vistas aqui.
Barão Geraldo era uma enorme fazenda chamada Santa Genebra. Lentamente a fazenda foi sendo urbanizada, a Unicamp foi chamando habitantes novos pra esses lados, e o progresso foi justificando o desmatamento. Mas sobrou a Mata Santa Genebra - que aliás também vem diminuindo com o tempo. É a segunda maior mata urbana no Brasil. Pra que seja preservada, é relativamente fechada a visitação. Abre no último sábado do mês, às 9:30 e as visitas são guiadas.
Há 48 espécies de mamíferos na mata, sendo que o animal mais visto é o macaco-prego. Ele não é só visto no território da mata, mas também nas casas da população que se estabeleceu em volta da mata. Pra eles, a cerca de arame farpado é pouca coisa pra conseguirem comidas doces que não achariam na mata.
Tem um viveiro de mudas, que serve meio que de garantia de diversidade genética.
E um borborletário que foi vandalizado semana passada. Abriram a tela e as borboletas escaparam.
Na mata há um desequilíbrio entre as lianas (cipós) e árvores, de modo que as lianas cobrem grande parte das árvores. Mas dão frutos em épocas em que nenhuma árvore floresce, alimentando assim os animais.