quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Maneiras de aprender

Faz dois meses que comecei a fazer natação. O intuito era, num primeiro momento, terapêutico. Dentro da água o meu tendão de Aquiles direito teria uma oportunidade menos dolorosa de se recuperar. Quando percebi que o pé direito inteiro desinchava depois de uma hora na piscina, passei a desenvolver a ambição de aprender a nadar.

Eu tinha fortes suspeitas de que nadar não é uma atividade humana intuitiva. Renato confirmou as minhas suspeitas. Se jogarmos um humano que nunca nadou na água, ele não vai desenvolver o crau, nado costas, peito, ou borboleta. Não vai. Isso significa que eu, enquanto Pequena Lou, não aprenderei a nadar nenhum destes estilos sozinha.

A minha instrutora de natação tem três principais estratégias de me explicar como devo me comportar na água: ela faz uma demonstração do movimento, ela manda eu nadar, apostando que eu saiba nadar, ela dá exercícios educativos que focam naquilo que estou fazendo errado.

Mesmo assim, estou sozinha nessa minha aventura que é aprender a nadar. O estilo que eu mais nado é o crau, e confesso que ele ainda é um mistério pra mim. Olhando como as outras nadam, aprendi a ter calma. Como ainda não saquei qual é o segredo da técnica, não sei pra onde direcionar a força, portanto é melhor ir devagar mesmo. Contando braçadas, pernadas e momentos para respirar, aprendi a não desmaiar por falta de fôlego. Porque a contagem dos movimentos garante um ritmo constante, que cansa menos. Tudo isso é novidade pra mim, porque não é necessário (às vezes não é possível) manter um ritmo quando se caminha ou pedala. Aí é o terreno que dita o ritmo, não a contagem de movimentos regulares.

Apesar de qualquer processo de aprendizagem envolver frustrações (aprender com os próprios erros ainda é uma das maneiras mais eficazes de se aprender), estou gostando de aprender a nadar.

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