quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

No country for old men

Em português, o título ficou: Onde os fracos não têm vez. Não acho que seja um bom título, porque o filme não é sobre fraqueza ou força, se dar bem ou não. Quem fica com os dois milhões de dólares no fim das contas, não importa. O que importa são as motivações que levam os personagens a agir. O que importa é a forma como eles entendem o mundo e a violência que uns infligem aos outros. O que interfere nos planos previamente traçados é o acaso, presente na moeda que o assassino joga para o alto, no carro que colide com o carro do Chigurh (soa como 'sugar') e a má sorte de Llewelyn de ter sido visto pelos mexicanos no local da matança.
O filme é pesado, quase não tem trilha sonora, e é desigual. Enquanto o fugitivo e o psicopata correm, o xerife tenta entender o funcionamento das coisas. O fugitivo, o matador e o xerife quase não aparecem juntos em cena, o que agrava a sensação de ritmos diferentes. As cenas com Llewelyn, Carla Jean e Anton Chigurh são tensas, ao passo que as cenas com Ed Tom são tranqüilas, porque ele filosofa meio sozinho. A sua incompreensão do estado atual é até compartilhada por outros, mas não é compreendida, porque ele não consegue verbalizar claramente o que o perturba.

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