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| FloNa |
Quando cheguei na Unir Centro, pontualmente às 7:30 da manhã, só havia lá o motorista. Desconfiada, liguei pro Narcísio, confirmando a viagem. Aos poucos, as pessoas foram chegando. Dessa vez, partimos em direção a Ariquemes (sudeste). A primeira viagem, em direção a Humaitá, tinha sido no rumo norte (para ver manchas de cerrado) e a segunda foi em direção a Guajará-Mirim (sudoeste, para ver campinas e campinaranas).
A FloNa é uma unidade de conservação enorme em que três empresas exploram minério. Outras empresas trabalham na recuperação de áreas degradadas.
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| Na trilha para a Pedra Grande |
Um brigadista abria a trilha, outro a fechava. Assim controlavam o grupo em dois sentidos: cuidavam para que ninguém se desviasse da trilha e para que nenhum taxonomista (Narcísio) coletasse plantas. Essa parte da proibição de coleta foi a mais penosa para o Narcísio, porque ele encontrou uma espécie de bromélia (com flor!) que uma colega dele do Rio de Janeiro estava pesquisando e somente identificou no Pacaás.
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| Pedra Grande |
Na Pedra Grande, novamente pudemos confirmar como o solo determina (limitando) a vegetação. Vimos na formação rochosa plantas recorrentes no cerrado amazônico, como por exemplo essa (Ficus Devendus o nome) da flor amarela e a Pseudobombax (que nome da hora!), que eu não lembro de ter visto nunca.
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| Muito recorrente: flor do cerrado |
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| Pseudobombax |
Nessas formações rochosas, havia várias ilhas de orquídeas, que proliferavam em fendas que acumulam água e nutrientes.
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| Orquídea nas fendas da rocha |
Caminhando pela trilha na floresta ombrófila aberta com palmeiras, reparamos que o solo era arenoso pacas. A floresta é "aberta" porque as copas das árvores não se tocam: há luz entrando na floresta.
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| Castanheira |
Caminhando na floresta, observamos a trilha (pra não tropeçar em raízes), os troncos das árvores e o que caiu delas (frutinhas, sementes, flores, folhas). Por essas pistas, os professores da disciplina (Laffayete e Narcísio) determinaram que a árvore na foto acima é uma castanheira.
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| Ombrófila aberta com palmeiras (babaçu) |
Quando visitamos uma floresta de transição, duas semanas atrás, também estávamos numa ombrófila aberta com palmeiras, mas as palmeiras de lá eram predominantemente de açaí. Aqui predominava o babaçu. Nas florestas, a disputa é pela luz. Quando abre uma clareira (porque uma árvore caiu, por exemplo), é hora de ocupar esse lugar. As plantas da floresta têm duas estratégias básicas para ocupar esse lugar ao sol: banco de sementes e crescimento veloz. O babaçu, por exemplo, tem sementes muito bem protegidas contra água, que podem esperar pra germinar por 40 anos. Outras árvores fazem suas sementes germinar logo, mas o tamanho das árvores é médio. Elas ficam meio que em standby. Quando abre a clareira, elas disparam e atingem a altura das copas das outras em um prazo relativamente curto.
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| Curcubitaceae |
Sentirei saudades dessas aulas no meio do mato, ó?
Nossos caminhos na FloNa. Na foto acima, estamos numa área de recuperação. O trabalho de recuperação consiste em plantação de espécies robustas, adubagem química, plantação de outras espécies e mais adubagem. Esta região de recuperação depois da mineração nos foi apresentada como região prototípica. Já há plantas que germinaram espontaneamente (sementes trazidas por animais) e todas parecem bem alimentadas. Os trabalhos começaram 15 anos atrás e as árvores não são de grande porte. Voltar ao original é impossível.
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| Passiflora |
E pra encerrar, mais um lindo maracujá. Desconfio que este seja diferente daquele que vimos na aula anterior.
2 comentários:
Como é linda essa floresta! Dá vontade de sair já e passear por aí para ver e sentir tudo isso.
E que linda é tal pseudobombax! Nunca tinha visto.
Hehe, não contei das abelhas que assediavam a gente, inclusive entrando no olho. Não dói, mas incomoda. Uma das alunas que faz pesquisa na FloNa e está acostumada com as abelhas, disse que elas gostam do sal do líquido do olho. Essa garota era a piadista da turma, mas acho que essa parte não foi brincadeira.
Engraçado, de todas as imagens, a minha mãe também escolheu a pseudobombax pra elogiar.
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