sábado, 23 de junho de 2012

Maré de azar

Heliene, a moça que faz faxina aqui, chegou por volta das 10:00, cansada. Quando mostrei a sujeira do forro dentro do quarto de hóspedes e espalhada sobre tudo o que lá jazia, ela desanimou. A única escada que eu tenho não era suficiente para encaixarmos as lâminas de PVC, então manejamos a mesinha que o Marcelo deixou pra dentro do quarto. Usamos pregos, martelo e chave de fenda para recolocar o forro, que não ficou uma Brastemp, mas separa a casa em dois andares (num a gente anda, no outro, melhor não). Quando estávamos remanejando a mesinha de volta, esbarrei no espelho de parede, que ficou pendurado num só parafuso. Heliene entrou em pânico. Aquele espelho não podia quebrar, porque a vida dela já estava difícil. Recoloquei o espelho no parafuso e ela voltou a respirar. Contou que o ônibus em que ela tinha vindo tinha pegado fogo (ela viu fumaça, mas onde tem fumaça, tem fogo, né).

Fui pra cozinha, preparar o almoço. Senti o cheiro de gás, mas não olhei pra chama. Quando olhei pra debaixo da panela, vi que o gás tinha acabado. Liguei pra distribuidora que me traz água. Hoje tavam sem gás. Peguei a bicicleta e fui até a praça, perguntar nos bares onde eu conseguia gás. No bar do Artur, mas ele não entregava. Se eu esperasse, o rapaz que tava pra chegar me levava o gás. Anotei o número do telefone e voltei pra casa. Quando a fome apertou, liguei pro Artur, que tinha esquecido de mim. O rapaz ainda não tinha chegado, mas ele ia ligar. Enquanto isso, procurei na lista telefônica por gás. Liguei, ninguém atendeu. Artur ligou, dizendo que o filho dele vinha num Palio. E veio mesmo. Assim que ele trocou o gás, acabou a luz.

2 comentários:

Mônica disse...

kkkk
Desculpe, Lou, mas com tanta coisa acontecendo em um só dia, é rir para não chorar.

bj

Érika Lima disse...

kkkkkkk
acho que isso é consequência dos minutos que você passou comigo no outro dia... comigo é daí pra pior!