sexta-feira, 8 de julho de 2011

4° dia de greve de ônibus

Poderia-se pensar que a greve de ônibus (que os jornais locais costumam descrever como greve do 'sistema de transporte público' - numa cidade que não tem trem nem metrô) não me afeta. A primeira vez que tentei pegar ônibus, passei um tempão sentada na parada. Daí um cara de carro parou e disse que os ônibus tavam em greve. Sem cerimônia, levantei, fui pra casa e fui embora pedalando.

Só que de sexta tem cineclube. E quando tem cineclube, volto pra casa quando já está escuro. E eu prometi pra mim mesma que nunca pegaria a BR 364 no escuro. Por isso vou de ônibus pra Unir nas sextas. Só que hoje não tava passando ônibus. Fui de táxi. Assim que o táxi deitou a roda na BR, o taxista botou bandeira 2, porque deixa de ser zona urbana. O taxímetro foi só aumentando, e numa velocidade incrível. Pedi pra descer no portão da Unir e deixei R$ 34,- na mão do homem.

Os candidatos ao Mestrado em Estudos Literários vieram todos (pontualmente) pra prova de língua estrangeira. Ninguém reclamou da falta de meios de transporte. A cantina fechou às 16:00 e às 17:00 já não se via mais ninguém pelos corredores. Terminada a prova, fui de datashow, som e mochila pesada pro cineclube. Sentei no corredor, pras pessoas me verem. Dois me viram e perguntaram se ia ter sessão hoje.
- Claro! Tendo público, tem sessão.
- Mas a gente não quer atrapalhar, porque a minha irmã vem buscar a gente às 18:00.
- Quer esperar dar 18:00 assistindo filme ou não?
- Sim, então vamos.

Depois ainda vieram mais dois e deu de passar os três documentários programados pra hoje. Não deu pra fazer debate pós-filme por causa do clima de abandono num lugar inóspito: como voltaremos pra casa?

Devolvi os equipamentos no departamento e estiquei o dedão no ponto de ônibus. As meninas que estavam esperando lá disseram que não tinha mais ônibus hoje. O segundo carro parou e me deu carona. Me deixou no trevo da Eletronorte e caminhei os 4 km até em casa.

No dia em que não saí de casa de bike, andei de táxi, carona e de pé2 e não senti falta de ônibus (exceto pelo preço salgado do táxi).

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