segunda-feira, 11 de julho de 2011

Descobrindo o mundo

É uma aventura acompanhar o pequeno Mustafá descobrindo o mundo. O mundo dele por enquanto é o quarto de hóspedes. Quando eu não estou no quarto, ele dorme. Quando estou no quarto, ele gasta quilos de energia.

A percepção que Mustafá tem de mim é fragmentada. Apaixonou-se imediatamente pelos meus pés. É difícil andar pelo quarto com ele se esfregando nos meus pés, se esticando todo e fazendo cambalhotas em volta deles. Os chinelos são ótimos brinquedos de morder, arranhar, se enrolar e revirar. E continuam o sendo quando os meus pés estão nos chinelos. As patas dele são desproporcionalmente grandes e as unhas são agulhas afiadaputas. Com as minhas mãos o meu pequeno herói brinca (mordendo e arranhando, mas é divertido). Do meu colo ele foge, porque já sacou que lá vem remédio que o faz espumar. Dos meus olhos ele se esconde, mas a minha voz ele segue. Devo ser um ser cubista pra ele.

Engraçado também é observar como ele entende como funcionam processos básicos, como por exemplo alimentação. Mustafá percebeu dois potinhos de cores estridentes. Enfiou a cara em um e afogou o focinho na água. Chocado, espirrou pra trás. Tentou entender a distância entre a superfície da água e o focinho com mais alguns mergulhos rápidos e se distanciou do potinho lambendo os beiços. Voltou ao potinho esticando a língua em direção à água. É assim que se bebe? Funciona.

Mustafá come gemendo - porque acho que a ração pra filhote é muito dura pra ele - mas come bem. Mustafá mija gemendo, mas logo entendeu que a caixinha (da Akari) é o local adequado pra isso. Mustafá caga gemendo (e com uma pata dianteira levantada), mas parece ter bom metabolismo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Prometo não chamá-lo de "fafá", ops...
franbolinha