terça-feira, 24 de julho de 2012

O dia em que choveu

Em Amazônia de Euclides, Daniel Piza relata a experiência de refazer a viagem de Euclides da Cunha pelo rio Purus, no Acre. O jornalista chama atenção para duas entradas inusitadas e muito reveladoras no diário de marcha de Euclides.

Em 13 de maio de 1905 lê-se:
"Fato singular, não havia absolutamente carapanãs [= mosquitos] neste ponto, de modo que passamos uma bela noite." (p. 152)

Em 14 de maio lê-se:
"Passamos também neste ponto uma esplêndida noite devido à ausência completa de carapanãs." (p.152)

No meu diário de bordo pessoal (e público) consta, pois a seguinte entrada:
Ontem choveu em Porto Velho.
Toda a terra que havia se alojado durante mais de mês em forma de poeira no topo dos objetos desceu com a chuva. A primeira água que escorria dos objetos era marrom, devolvendo a terra à terra em forma de lama.

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