
Levamos jornal, quadrinhos e livros; e fomos trocando de material de leitura. Olga se empolgou na leitura do meu livro (Antropólogo em Marte, do Oliver Sacks) quando eu já tinha lido o livro dela, o jornal e os meus quadrinhos. Fiquei vendo vaga-lumes, ouvindo a chuva e pensando na vida enquanto ela lia sobre autistas-prodígios.

Não tínhamos vara de pescar, nem balde, nem nada dessas coisas de pescaria. Nos restou observar os outros pescando.

Olga tinha uma coisa a mais do que eu pra fazer enquanto não dava vontade de sair da casa: tricô.

Aí avistamos pedacinhos azuis do céu, o sol sorriu aquele sorriso amarelo e fui até o mar, ver o que o vento trazia. Lá, no rio Guaraú, vi gente remando em caiaques, e tive a brilhante idéia de convidar a Olga pra fazer canoagem.

Mais uma das fotos de Paula.
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