sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dinâmica de uma tempestade

O primeiro sinal que anuncia uma tempestade normalmente não é encarado como um fator que levará à tempestade: um calor do Congo! O dia todo é muito quente e úmido. De repente venta, o vento traz nuvens que fecham o céu, caem umas gotas grossas e barulhentas. Essa última fase preparatória para a tempestade é bem curta, por isso um monte de gente é pega de calças curtas. Venta forte, promovendo um balé de todas as coisas mais altas do que largas. O granizo providencia a trilha sonora. Acabam os grãos de gelo e o vento traz rajadas de água branca. Chove e venta furiosamente por vinte minutos, as pessoas correm para fechar portas e janelas da casa, para se abrigar na rua.
Eu deito na rede, pra observar a tempestade. Raios, trovões, rajadas de de vento que a chuva torna visíveis.
Reparei que a movimentação de carros na nossa rua se tornou intensa. Quando ônibus começaram a trafegar pela Plínio Aveniente, tive certeza de que alguma árvore na rota do ônibus deitou na fiação elétrica. Quando a luz acabou, tive a confirmação indubitável de que postes são a pior solução para qualquer cidade.

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