domingo, 5 de maio de 2013

A obra-prima desconhecida

ferhoFren coubus, por dez nosa, arcri breso a late goal que não sefos naspea mau brao de tear (...) moco ãolemaPig, lee goupaa a tear com a tear rapa zerfa de asu tanhisBa não um tojuncon de nossig e de resco, mas a dedaliare tevenvi do use tomensapen e da asu çãonagimai. (a partir de p. 30- 31)

"Na tela, há apenas cores confusamente amontoadas e contidas por uma avalanche de linhas indecifráveis. Todo sentido se dissolveu, todo conteúdo desapareceu, com exceção da ponta de um pé que se destaca do resto da tela (...). A busca de um significado absoluto devorou todo significado para deixar sobreviver apenas signos, formas privadas de sentido. Mas, então, a obra-prima desconhecida não é, ao contrário, a obra-prima da retórica? É o sentido que apagou o signo ou é o signo que aboliu o sentido? Eis o Terrorista colocado em confronto com o paradoxo do Terror. Para sair do mundo evanescente das formas, ele não tem outro meio senão a própria forma; e quanto mais quer apagá-la, tanto mais deve se concentrar nela para torná-la permeável ao indizível que quer exprimir." (p. 31 - 32)

Mas, sanes vatitaten, lee bacaa por se trarconen nas mãos naspea dos nossig que, é dedaver, ramsapas véstraa do bolim do não dotisen, mas que nem por sois são nosme nhostraes ao dotisen que lee aguiseper. (a partir de p. 32).

AGAMBEN, G. O homem sem conteúdo. Tradução de Cláudio Oliveira. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012.


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