domingo, 2 de dezembro de 2012

A mudança chegou

No domingo, o meu contato na Transportadora me ligou confirmando que a mudança chegaria na sexta. Na sexta, passei a manhã inteira esperando e ligando pra saber do caminhão. Às 14:00, o motorista me ligou do trevo da saída da cidade. Disse que arrumaria dois ajudantes e já viria. Suspeito que eu tenha entendido o que significa aquela placa anunciando "chapa" nessa hora. E entendi que desse jeito a Transportadora economiza custos. 

Alguns minutos depois, vi o caminhão na esquina e o polegar levantado do motorista.   
Escritório com tudo embalado
Fui postada no portão do prédio com a prancheta e o inventário, o motorista entrou no caminhão e distribuía os volumes. Conforme os carregadores iam passando, me diziam o número do objeto que seguravam. Eu conferia e dizia para que cômodo era mais conveniente levar. Errei várias coisas de lugar, especialmente as que eram identificadas com descrições do tipo "diversos". Achei graça no nome que deram pras minhas bicicletas: uma era a amarela, outra a laranja e a terceira levou o nome do adesivo: one less car! Com o ponto de exclamação incluso.
Escritório mais funcional
Depois que tudo estava dentro do apartamento, o motorista dispensou os dois e se pôs a montar o guarda-roupa. Enquanto ele montava, eu desembalei todos os volumes (exceto as caixas), montei a cama de solteiro que servirá de sofá e as estantes.
Tudo amontoado na sala
Antes de ir embora, ele me alertou que aqui as tomadas são 220v. Putz! Tudo que eu tenho de enfiar na tomada é 120v. Fui correndo na loja de ferragens (saí pela lateral, porque a loja fechou comigo dentro) e deixei uma grana preta em transformadores power.
Sala um pouco mais habitável
Ainda deu tempo de pedir gás. Enquanto o cara rosqueava a mangueira no butijão de gás cheio, ele conversava comigo sobre a incomodação que a máquina de lavar roupa dele igual à minha tinha dado a ele. E eis que acaba a água. Depois de trabalhar a tarde toda, suja e cansada, tive que me deparar com a falta d'água.
Cozinha impraticável
Passei o sábado abrindo caixas, organizando livros, calculando espaços pra mim e pro Luis, lembrando das coisas que tenho e tentando adivinhar onde estavam. Varri a casa mais vezes do que o número de dias em que estou nela. Lavei a geladeira que mofou apesar do pedaço de carvão e fiquei feliz com a volta da água. Liguei a geladeira (por intermédio do transformador) e pela primeira vez (em 2 semanas) comprei comida de verdade.

Achei que eu não fosse soltar um pio sobre o fato de não ter pia na cozinha, mas tá difícil viver assim. Como não tem onde colocar o escorredor, não tem onde colocar a louça que lavo no tanque. Daí tenho que secar cada item logo depois de enxaguar, o que significa que só solto cada peça depois de alocada seca numa das caixas que se amontoam por falta de armários.
Cozinha do jeito que está
Inventariei as coisas de enfiar na tomada e decidi que era mais prático comprar ferro de passar e torradeira aqui do que dividir transformador. Por sorte o som pode ser enfiado na tomada aqui. A manhã de hoje foi musical.
Eh, saudade!
Não aguento mais fazer faxina nem gastar dinheiro. Semana que vem começo a dar aula.

2 comentários:

Ulla disse...

Chapeau! Hast ja toll gearbeitet, mas cadê o Luiz? Alles Gute für den Beginn der Kopfarbeit! Abraços, Ulla

iglou disse...

Danke, danke, Ulla!

Luis está no Rio. Esse é o meio-termo: um pouco lá, um pouco cá.