sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Remédio para Mustafá

Mustafá estava com uma diarreia brava. A veterinária disse que estava com infecção intestinal, provavelmente causada por ingestão de carne ou gordura cozida. Ajudei no diagnóstico, contando que Mustafá tinha o hábito de revirar o lixo da cozinha. E mesmo depois de trocar a lixeira por uma com tampa, ele virava o lixo.

Ela lhe deu duas injeções e receitou um remédio. Perguntou se eu conseguiria dar esse remédio, lembrando que muitos donos de animal preferem levar seu animal ao veterinário todo dia a ter que administrar eles próprios o remédio. Informou que na cartela vinha o dobro de pílulas que o gato precisava tomar - o que era bom pro caso de ele voltar a ter o mesmo problema.

Quase desisti de dar meia pílula pro Mustafá no primeiro dia. Ele espumava uma baba cor de rosa antes mesmo de ter ingerido a droga. Enrolado na toalha, ele esperneava com as quatro patas, rugia e me arranhava. Ele cuspia o comprimido, eu pegava outro. Até pedi pra Fran dar remédio pro gato revoltoso e aprendi a técnica com ela. Quando eu achava que tinha dominado a arte de fazer o gato engolir remédio, Mustafá me decepcionava. No fim de uma semana tomando meio comprimido a cada 12 horas (1 por dia), sobraram dois comprimidos. Moral da estória: Mustafá não tem remédio.

Um comentário:

Mônica disse...

Minha técnica com a Kyra, porque posso colocar o comprimido no começo da garganta dela que ela cospe, é amassar o comprimido, colocar uma gotinha de água para fazer uma pasta e passar na pata dela (aquela que ela mais usa para se limpar). A "sujeira" faz com que ela comece a se lamber e, embora ela faça caretas, acaba por lamber tudo. A vet tb ensinou que lambuzar o comprimido com manteiga impede que o gato cuspa de volta. É uma boa técnica. Com o Nanquim, reuni as duas técnicas e deu certo.