quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Nessas horas

Ele tem um despertador biológico embutido. Quando dá 18h, mais ou menos, o alarme toca. Aí ele começa a correr pela casa, tocar o terror pra cima da companheira de espécie, pular em cima de tudo que se mexe ou pode ser mexido e quebrado. Mastiga capas de livro, abraça pastas e força seus elásticos, rasga papel, amassa listas de presença e se diverte com cabos. Desarruma a cama, fura o mosquiteiro e enfia dentes e unhas na carne de quem tentar controlar Mustafá, meu gato endiabrado.

O detalhe é que "nessas horas" a descarga de adrenalina é intensa, mas dura pouco. Logo depois de ter danificado algum objeto ou a honra da Akari, Mustafá se enrola no rabo comprido e dorme.

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