A chuva forte começou lá pelas 5 da madrugada. Logo me pus de pé, acudindo as goteiras. A rua virou rio, o rio virou correnteza, tudo virou alagado. Antes que a água entrasse pela porta da casa, entrou pelo ralo do banheiro. Quando terminei de encher o primeiro balde com água marrom coletada no pano, fui chamar o Marcelo. Levantamos todas as coisas, vimos a água entrar e a luz acabar. Depois, no escuro mesmo, ajudamos a água a sair com o rodo. Às 7 da manhã continuava chovendo e escuro. Ainda de pijama e de barriga vazia, nos pusemos a passar pano embebido em desinfetante pela casa. Acabou a água da torneira. Quis ligar pras empresas de água e luz. Acabou o telefone. Celular sem bateria e sem crédito.
Deitei e dormi umas duas horas. Quando acordei, voltei a espremer pano em balde. A casa fedia. Tomamos café da manhã na cozinha, porque a área estava demasiado enlameada. A luz voltou ao meio-dia, a água veio tão fraquinha, que não sobe na caixa. Nada de lavar louça, dar descarga ou tomar banho no banheiro do Marcelo. A faxineira veio em plena terça-feira de carnaval. Cynthia e Fran vieram trazer doces e notícias do resto do mundo.
Um comentário:
Ai, Lou, que tristeza! Tomara que tenha sido uma exceção, e que não volte a acontecer de novo.
Boa sorte, para vc e o Marcelo.
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