sábado, 12 de novembro de 2011

Acre-doce

O melhor grafitti ainda não foi esse. Era: não apague o meu grafitti, apague a fome.
Eu tinha um simpósio na UFAC, trabalho pra apresentar. Minha mãe e minha tia foram junto. Primeiro evento desse naipe, primeira vez que viram Pequena Lou falar sobre seu trabalho para um público acadêmico. Primeira vez no Acre, primeira vez conhecendo outra capital do Norte.
Passarela sobre o rio Acre
Antes mesmo de elas chegarem no Brasil, liguei no hotel de quatro sílabas no nome e fiz reserva. Comprei passagem de avião e pedi pra voltarmos de ônibus, pra ver melhor a paisagem.
A bandeira do Acre
Descemos do avião e entramos no taxi. O carro rodou muito até chegar na cidade, depois atravessou aquilo tudo e nos depositou no hotel de nome comprido. A corrida do taxi custou quase o mesmo que a passagem do avião. Mas Rio Branco é verde, limpa e conta com o vento pra aliviar o calor.
No Mercado Velho
A recepcionista do hotel disse que estava lotado e que não havia nenhuma reserva em meu nome. Os meus celulares não completavam ligação pra ninguém. Fui trocando mensagens e conseguimos um quarto triplo no hotel Epílogo. O nome ilustra bem como ele fica à margem do que se espera de um hotel. A biblioteca pública, na praça Povos da Floresta, no entanto, é acolhedora e bem frequentada.
Paisagem vista do ônibus
Erica foi a nossa guia em Rio Branco. Se não fosse ela (e Jazilane e Cynthia), nossa estadia teria sido bem azeda.
A volta foi mais longa que eu tinha imaginado. O ônibus era, segundo o cobrador, pinga-pinga. E conforme as palavras do cobrador, "o nosso banheiro somente serve para atividades número 1, senhoras e senhores passageiros. O banheiro deste ônibus infelizmente não está preparado para o desenvolvimento de atividades número 2, beleza? Peço, portanto, que segurem suas necessidades número 2 até as paradas nos locais que eu mencionei. E se tudo der certo, chegaremos em Porto Velho na faixa etária das 8 às 9 da noite."
Balsa encostou, todo mundo desembarcou
Ficamos uma hora na balsa, vendo a balsa sair, vendo outra chegar vazia e embarcar dois caminhões-tanque de gasolina e inflamáveis diversos, outra voltar. Quando quisemos aportar, a primeira balsa tinha encalhado na margem, a balsa com os dois caminhões com combustível estava na fila e desembarcou e embarcou antes de podermos atracar.
Nós 3
A paisagem valeu a pena, mas os DJs do ônibus, com suas músicas bregas em seus rádios, valeram uma gastura danada. Turismo com Pequena Lou é meio roots: quarto triplo, bibliotecas e universidade, 10 horas de ônibus. O celular só voltou a ter sinal lá no Vila Princesa, o lixão atrás da Unir.
Rio Madeira visto da balsa

3 comentários:

matias disse...

turismo assim não se esquece jamais!

MissDussault disse...

Rio Branco é bonito demais,tão limpo que dá vontade de andar descalça nas ruas.É a cidade mais linda da região norte e uma das mais lindas do Brasil.

iglou disse...

...e algo me diz que esse comentário foi escrito por uma acreana.