segunda-feira, 19 de outubro de 2015

1+1=3

Nosso cajuzinho
Nos fundos da clínica em que fizemos o segundo ultrassom, havia um cajueiro enorme com cajus minúsculos, menores que a castanha. Luis tirou um do pé e o plantamos aqui em casa, porque esse cajuzinho representa pra nós o milagre da vida.

Quem adivinhou que eu estava grávida, na verdade foi a Mônica, em função de uma postagem que eu fiz. Depois fiz o teste de urina, que deu positivo pela primeira vez na vida, e depois confirmei com o teste de sangue. O primeiro ultrassom foi feito após uma consulta de 5 minutos com um obstetra que nunca mais vi e mostrava um embrião que mais parecia um eclipse lunar. Mas deu pra ouvir o coração e determinar que eu estava na sexta semana de gravidez. Olhando no calendário, vi que não se conta as semanas a partir da data de concepção (o que me pareceria lógico), mas a partir da data da última menstruação. A data provável do parto ficou em 24 de abril.

O segundo ultrassom é tão significativo pra nós, porque eu tinha sangrado na véspera (três dias depois do primeiro ultrassom) e o obstetra plantonista no hospital estava convencido, após o exame de toque, que "com essa quantidade de sangue que você perdeu, não há mais vitalidade aqui". O segundo ultrassom nos mostrou que havia um descolamento, sim, mas que o bebê estava vivo, coração batendo forte. Fiquei uma noite internada no hospital.

Me foi recomendado repouso. Detalhe é que o obstetra com quem me consultei depois do segundo ultrassom disse que 4 dias de repouso eram suficientes. "Depois disso, você vai estar jogando bola." O remédio que ele me receitou podia ser tomado via oral ou vaginal. Tomei via oral e começaram os enjoos matinais, vespertinos e noturnos. Eu não tinha mais fome, demorava muito pra comer, vomitava o que tinha comido. Comecei a perder peso.

O terceiro ultrassom foi um choque pra nós, porque mostrou que havia dois descolamentos enormes, totalizando 66% do saco gestacional. Em busca de um obstetra em que eu pudesse confiar, mudamos de obstetra. Essa, a quarta, nem olhou os ultrassons e manteve a indicação da progesterona (mas dessa vez, via vaginal). Recomendou repouso absoluto e para os enjoos, receitou um remédio indicado para quem faz tratamento de quimio e radioterapia - em cuja bula estava escrito que não era recomendado para gestantes. Pedi ajuda para encontrar um obstetra de confiança e recebi uma indicação da reitora da UNIR, casada com um ultrassonografista. As primeiras consultas foram por telefone, depois eu fui lá. Essa obstetra conversou mais de 10 minutos comigo e não atendeu nem telefone nem outra paciente durante a nossa consulta. Eu fui ganhando confiança, mas logo ela informou que não faz mais parto e recomendou que eu voltasse para a obstetra anterior. Me disse que enquanto eu não sangrasse de novo, estava tudo em ordem e que enjoo era sinal de que a gravidez avançava bem.

O quarto e o quinto ultrassom foram marcados com dois dias de diferença um do outro (o primeiro foi particular e de urgência, porque eu tinha sentido cólicas) e mostram realidades contraditórias. Um não tomou a medida de nada: nem do descolamento, nem do saco gestacional. Calculou, no olhômetro, que o descolamento correspondia a 30% do saco gestacional. O ultrassom feito dois dias depois mostra um descolamento de 60%. Essa ultrassonografista mediu tudo, mas não garanato que tenha acertado o cálculo da porcentagem. A data provável do parto regrediu para 12 de abril.

Voltei para a quarta obstetra e seu consultório lotado. Não olhou os ultrassons, não se interessou pelo quebra-cabeça que eles representam, lamentou que "gravidez assim, cheia de incertezas é difícil" e me despachou. Tive dores na barriga de noite, liguei pra enfermeira que trabalha no hospital dessa obstetra perguntando se é normal. Ela perguntou quem era a minha obstetra e disse: "ela está na minha frente. Conversa com ela." Conversei, ela disse: "venha." Fui e ela me receitou um remédio pra infecção urinária. Eu disse que eu não tinha infecção urinária, afinal tinha tido a suspeita antes e feito o teste (inclusive a urocultura). "Toma esse remédio que você vai ficar melhor." Não tomei.

Fiz o ultrassom morfológico, também chamado de transluscência nucal. Os marcadores indicavam que tudo estava normal e vimos o bebê mexendo braços e pernas, pulando até. Nossos corações saltaram junto, porque foi surpreendente que o bebê se movimentasse tanto e tão rápido. A data provável do parto ficou em 10 de abril. O ultrassonografista se comportou como obstetra (recomendando que eu não parasse de tomar a progesterona) e comemorou conosco o bom desenvolvimento do feto. Dias depois, a obstetra disse pra eu parar de tomar Utrogestan.

Voltei para o terceiro obstetra, que também é ultrassonografista. Senti confiança no exame que ele fez de todos os ultrassons e entendi por que (ele tomou o tempo para explicar e desenhar o que se passa no útero) devo continuar tomando progesterona (Utrogestan). Infelizmente ele não faz parto pelo plano de saúde.

Bem no início da gravidez, pensamos em ter o filho na Alemanha e fazer todo o acompanhamento por lá. Casa de nascimento, parteira que acompanha antes e depois, ter os meus pais do lado nos pareceram vantagens inegáveis. O problema era a licença do trabalho e o seguro de saúde lá. Nenhum dos dois era impossível, mas tínhamos muito pouco tempo para avaliar e decidir. Fomos nos convencendo de que tinha que ser possível ter um bebê em Rondônia, mas não contávamos com as diferenças entre julgamentos, obstetras e ultrassonografistas relatadas acima. Minha mãe e minha tia aceitaram o convite de virem pra cá por volta do nascimento da criança. Terei duas mães pra me ensinar a ser mãe.

Nos três primeiros meses de gravidez, tive muita correria, insegurança, enjoo, briga por causa de comida e afastamento do mundo. Passei muito tempo na cama, olhando pro teto, sem saber o que se passava no resto da casa. Luis passou a fazer tudo. Além de fazer as coisas dele, ele assumiu as minhas tarefas na casa e fora dela. Sou muito grata ao meu marido por todo o esforço e dedicação, inclusive abdicação de compromissos importantes para ele.

Aos poucos, vou retomando a minha rotina, sem, contudo, fazer esforço. Meus orientandos vieram aqui em casa, minha barriga está crescendo, os enjoos vão diminuindo, mas se concentram de noite. A greve acabou, as aulas serão retomadas essa semana, mas ainda estou de atestado até semana que vem.

Estamos muito felizes com a gravidez, não sabemos ainda se é menino ou menina, nem ainda não sinto os pontapés e cambalhotas. Parece que o pior já ficou para trás e estou ansiosa para experimentar as próximas etapas da gravidez e maternidade em geral.

domingo, 13 de setembro de 2015

Fumaça

Um aluno me disse, com certo espanto, que o Climatempo não apresentava nenhuma condição climática para Porto Velho: nem sol, nem chuva, nem nuvens. Dizia lá fumaça.
O cheiro de queimada invade tudo, o céu fica branco, não se vê muito longe, o sol fica atrás de uma cortina, o ar fica seco, caem fuligens pretas do céu. A situação está parecida com 2010, quando não se via até o fim da quadra.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Excesso e falta d'água

Marca da cheia passada
Como hoje tem um evento de lançamento do fascículo 19 da Nova Cartografia Social da Amazônia (Auditório da Unir-Centro, 19h) sobre os deslocamentos de uma comunidade que foi removida de (1) Mutum-Paraná pela usina de Jirau para (2) Nova Mutum (a company-town da empresa, onde só tem casas, nenhuma sombra, nenhum verde) e decidiu que lá não dava pra viver e foi se instalar nas margens da BR, em (3) Vila Jirau, Luis e eu fomos para Vila Jirau ontem, para convidar as pessoas.

Quando chegamos, todos já tinham sido convidados pelo João, que tinha ido a Mutum-Paraná, a cidade-fantasma. Seguimos para lá e nos deparamos com a Nicinha e comunidade de Abunã acampados em Mutum-Paraná.
Água fornecida pela Defesa Civil
A comunidade de Abunã sofreu com o excesso de água das cheias (deste ano e a histórica do ano passado) e se instalou onde conseguem pescar. Não tem água potável nem energia, mas dá pra pescar. Semana passada um fogo devorou as margens do acampamento, algumas pessoas agora só têm a roupa do corpo.
Marcas do fogo e a urubuzada empoleirada na árvore
A água parada está dando infecção nas pessoas. Tem muito pouco oxigênio na água, por isso também tem pouco peixe. Peixes de valor comercial não tem, mas dá pra ir levando com o que tem.
Comunidade de pescadores
Malhadeiras na comunidade de pescadores
Nicinha nos pediu carona, nós concordamos. Junto com ela, veio um isopor maior que o porta-malas cheio de peixe: sardinha, pacú, surubim e pirapitinga. Em troca da carona, ganhamos peixes.
Lavando roupa
Encontramos o João, ouvimos as histórias da vida sofrida que estão levando lá e voltamos pra Porto Velho. Em vez de altearem a BR (pra não alagar na enchente do ano que vem), colocaram placas no trecho: ÁREA SUJEITA A ALAGAMENTOS
Paisagem árida
 De Abunã alagada, foram para Mutum-Paraná, onde não tem água potável - a não ser aquela que a Defesa Civil dá.

domingo, 9 de agosto de 2015

Kirikiri: novos inquilinos

Casal de gaviões kiri kiri
Há uns dois meses, um casal de gaviõezinhos vinha rondando o nosso condomínio. Primeiro observamos da nossa varanda que procuravam estabelecer-se numa caixa de ar condicionado no último andar do prédio em frente ao nosso. Imaginamos que aquele apartamento estivesse desocupado, mas eles logo desistiram de lá e escolheram a caixa do ar condicionado no nosso quarto.
Caixa de ar condicionado do nosso quarto

Da janela da cozinha, observamos como traziam material para o ninho no bico e se instalavam na caixa do ar condicionado. Até o início do ano, ainda na estação das chuvas, o ar condicionado que havia dentro daquela caixa preenchia toda a caixa. Como fazia muito frio no quarto e ele não tinha muita regulagem, trocamos os ar condicionados da casa de lugar: o grandão foi pro escritório e um menor entrou em seu lugar. Com isso, criou-se um espaço relativamente grande em volta do aparelho e a gradezinha que deveria prevenir a entrada de pombas se fez necessária. Mas ela está furada e os gaviões entram e saem na maior moleza.
A caixa de ar condicionado do quarto à direita e o gavião no topo do prédio, à esquerda
No começo, a gente ligava o ar condicionado e eles saíam. A gente jogava água e eles voavam. A gente batia no papelão dentro do quarto e eles se apavoravam. Mesmo assim, eles insistiram em ficar.
O macho que tem pintas pretas na barriga
Está certo que mês passado viajamos e o ar condicionado não foi ligado por uns dez dias. Devem ter decidido colocar seus ovos nesse tempo de calmaria.

Os quatro ovos encontrados na caixa do ar condicionado
Dei um tapão no papelão que emoldura o ar condicionado e um gavião disparou pra fora da caixa. Abri o papelão e vi um mar de picotes de isopor. Nesse tapete branco, destacavam-se quatro ovos. Determinada a não repetir a novela que havia se desenrolado no ano passado com as pombas na caixa do ar condicionado do quarto andar, tirei os ovos de lá. Luis e eu só pensamos o que fazer com os ovos depois que eles estavam na nossa mão: levar para o IBAMA? UNIR? Colocar na outra caixa de ar condicionado que não usamos, como por exemplo do quarto de hóspedes?

Olhamos pela janela da cozinha e a visão do casal assustado olhando na direção da caixa do ar condicionado onde tinham depositado sua futura família nos forçou a uma decisão: devolvemos os ovos. Como estavam, dispostos sobre o isopor picotado.
Falco sparverius = falcão parecido com pardal (porque é o menor dos gaviões)
Ficamos com medo de eles não registrarem que os ovos tinham sido devolvidos e que o cheiro das nossas mãos impedisse que reconhecessem os ovos como seus. Voltaram. Trouxeram mais material para construir ninhos. O ar condicionado passou a fazer barulhos diferentes, talvez porque estivessem lutando bravamente contra o vento quente que sai dele. Decidimos não mais ligar o ar condicionado do quarto e nos mudamos para o quarto de hóspedes.

Procuramos saber mais sobre nossos novos inquilinos e descobrimos que são bastante urbanos, ao contrário do que imaginávamos. Seu nome, também grafado como quiriquiri vem do som que eles produzem (tipo quero-quero ou bem-te-vi). O que achamos o mais curioso é a distribuição da espécie no Brasil: onde não tem floresta.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

domingo, 2 de agosto de 2015

Flor de cacau

Manga, caju, jambo e cacau estão em flor. E eu estou esperando...

Floresta aquática

Durante a cheia histórica de 2014, a água do rio Madeira extravasou as margens e alcançou as terras. Num lugar, que hoje referenciamos como "brejo", no sítio do Jairo, a água ficou. E foram se criando peixes ali. O problema são as árvores que não têm costume de ficarem submersas e vão morrendo. Açaí e pupunha foram as primeiras a secarem. E a gente não vê muita solução pra retirada das árvores, porque, sem chão, não tem onde se estabilizar para cortar, nem pra onde correr quando a árvore seca cair.


Como o medo de puraqué (peixe elétrico) é grande, ninguém entra na água. Na foto acima, Damian está esvaziando a canoa (furada) para que possamos nos mover sobre a água. Não cabiam os quatro na canoa, e como Damian tinha esquecido o remo, Eric ficou de fora da canoa e foi buscar o remo.
A parte mais tensa foi desemaranhar as duas malhadeiras que tinham sido guardadas no mesmo saco.
Assim que conseguiram, Damian ignorou o remo trazido e foi remando com o terçado (extrativista esquece o remo, mas anda com o facão pra todo lado). Luis ajudou com uma vara de 2m, eu fui empurrando as árvores que me apareciam nas costas.
De noite, sonhei que tinham pego uma jatuarana. Não sei se de fato conseguiram pegar peixe: quando voltamos para ver a malhadeira depois do almoço, estava intacta.

domingo, 26 de julho de 2015

Do outro lado do rio

Quando chegamos no sítio, Tucumã rosnou para nós. Conforme Luis conversava com o cachorro mencionando os nomes de Jairo, Siomara, Damian, Syrius (todos os alertas ligaram ao som desse nome), Tucumã se acalmava. Notamos a ausência das galinhas, mas elas são espertas: assim que a gente foi pra cozinha, elas apareceram.
O peixe grudou (o couro do tambaqui) na grade, então a solução foi assar o peixe como os gaúchos fazem churrasco. As galinhas não tiveram medo do fogo para resgatar o espólio.
Grande parte do nosso cuidado envolveu o coelho - que é coelha. Limpamos a casinha dela, demos água limpa e tentamos adivinhar o que ela come. Ela beliscava gramíneas e comeu um cará roxo cozido. Siomara ajudou, indicando por mensagem de celular o que ela come: poeirara, uma trepadeira que dá na beira do rio, estava com favas de feijão como ela descreveu e florzinhas roxas. A outra coisa que a coelha gosta de comer - para nossa surpresa - são flores de hibisco. O olhar, a curiosidade e a sabedoria da coelha me lembraram muito a Akari.
Cozinha ribeirinha: limão galego e macaxeira na bancada; lista de compras escrita na tábua, fósforos e vela para o caso de acabar a luz, ouriço de castanha para conter coisas variadas, panelas dependuradas, artesanal misturado com comprado pronto.

domingo, 19 de julho de 2015

Disk fogueira


Antes mesmo de escurecer, os meninos tinham coletado galhos e gravetos para a fogueira. Os palitos de fósforo e o óleo foram se acabando conforme progrediam as tentativas de acender a fogueira. Álcool não tinha, porque a porcentagem era baixa.
Lembro de terem tentado acender pão com óleo, latinha com óleo, jornal, mas nada pegava. Cada um de nós abanou aquelas chaminhas que não viravam brasa e logo se apagavam.
De tanto pelejarem, a mãe do Junior chamou um vizinho que trouxe um kit-fogueira: caixa de feira, palha seca, galhos secos. O rapaz agiu tão rápido, de forma tão determinada e profissional, que Luis brincou que tinham chamado o disk-fogueira.
Soraya Bolaños tocando sax
As batatas estavam ótimas, as conversas também. Para coroar, Soraya (namorada do Ruy) tocou um pouco de sax para nós. E assim os meus amigos e os amigos do Luis se misturaram.

Oca sempre viva

A Oca da Tapioca foi batizada assim pelo Ruy em 2002. Na época éramos muitos: Ruy, Hagar, Ferrone, Lígia, Ingrid, Rorô, Pablares, Junior e eu. Depois, em 2006 (acho), mudamos para uma casa menor. Eu estava na Holanda e todos praguejaram quando tiveram que carregar minhas caixas e caixas de livros. Se não fosse a minha mudança empacotada e o compromisso de levar as coisas da Lou para uma nova república, talvez cada um teria ido para o seu canto.

Agora no Gel, quando sentamos na mesa para contar quantas pessoas já passaram pela Oca, Ruy, Sales e eu chegamos a uns 26 - que eu não serei capaz de recuperar agora: Caldinho, Vanessa, Livinha, Elisabeth, Du, Gustavo, Kenia, Renata. Em 2009 fui pra Rondônia - com breve passagem por São Paulo, na Mônica, que me deu de presente a Akari. Quando o Junior foi pra China, a Oca da Tapioca se dissolveu.
Junior jogando bola com o cão: cãobol
Dia desses, Junior voltou da China depois de 4 anos. Ruy e Sales, que mantiveram contato com o gafanhoto na China por Whatsapp, foram ao seu encontro em Ribeirão (onde mora a família do Junior) e me avisaram. Expliquei pro meu marido que eu tinha muitas saudades dos meus irmãos tapioquenses. Marcão nos levou.
Sales querendo jogar
Junior continua o mesmo, o que me surpreendeu foi a irmãzinha dele, que virou uma exímia cozinheira. Ela fez um caldo de mandioca bem caipira, cocada, chocolate quente, tudo para garantir a comida caso a tradicional batatada não desse certo.

A pequena irmã do Junior é ótima cozinheira
Apesar de Ruy dizer que agora tem uma nova relação com os alimentos (palavras dele!), ele continua consumindo Coca-Cola e pedindo pizza de 4 queijos sem tomate e sem orégano. É verdade que ele emagreceu, mas não vi ele comendo nada de diferente.
Ruy e a Coca-Cola
Sales e Luis travaram uma longa conversa sobre o universo circense enquanto Junior jogava bola com o Ruy e os cachorros. Sem ter visto nenhuma apresentação do Jerônimo, Luis virou fã dele.
Sales, ou o palhaço Jerônimo
Foto: Ruy Braz
Quando Marcão veio nos buscar, convidamos nosso anfitrião a ficar para a fogueira e tradicional batatada. Aceitou de pronto.

sábado, 18 de julho de 2015

Em Ribeirão Preto

Kika e Pedro
Luis e eu fomos a Ribeirão Preto, visitar Marcão, Kika e as crianças. Os dois meninos são espoletas, muito ativos e, como se vê pelas camisetas que usam, adeptos do futebol.
Miguel e Kika
Kika e Marcão foram muitíssimo atenciosos conosco durante nossa estadia.
Marcão
Enquanto as crianças brincavam, nós tecemos longas conversas. Agradecemos por fazer parte da rotina deles por uns dias!

terça-feira, 14 de julho de 2015

Boldrini

Rafael e o pai
Madá (minha sogra) vinha a Campinas para acompanhar o Rafael (sobrinho do Luis) por causa de uma cirurgia no braço. Apesar do Rafael já ser maior de idade, diz o lema: uma vez Boldrini, sempre Boldrini. Rafael não tinha paciência para os hospitalhaços e seus presentinhos. Voltei de São Paulo a Campinas para dar uma força para a Madá.

Madá e eu fomos de ônibus até o Boldrini e ficamos mais tempo esperando nos pontos do que viajando dentro dos ônibus. Quando Luis chegou, alugamos um carro - o que facilitou bastante a vida da Madá e do Rafael - que saiu do hospital com muita dor na bacia, de onde parte do osso foi retitrada para ser enxertada no braço.

Dali a duas semanas Rafael tiraria os pontos. Como não valia a pena voltar a Cachoeiro e depois voltar a Campinas, ficaram em Campinas, na casa de Ernesto (irmão do Luis).

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Pastor de férias: dois cultos num domingo

Olga assumiu a tarefa de levar o pastor de Diadema a Santos, para fazer o culto, porque o pastor de Campo Grande está de férias. Convidou uma amiga da comunidade, a Márcia. Pra aumentar a trupe, me convidou também e fomos em 4 para Santos.
Eu ainda estava de cachecol e casaco, tossindo muito e tomando composto de mel e própolis.
 Almoçamos na volta, em Demarchi, num restaurante em que estava acontecendo um casamento.
De tardezinha, Olga e mais duas mulheres da comunidade Campo Grande celebraram o culto na Capela de Cristo no lugar do pastor Guilherme. Pra mim, igreja sempre foi comunidade. E a comunidade sempre foi uma segunda família.