domingo, 2 de agosto de 2015

Floresta aquática

Durante a cheia histórica de 2014, a água do rio Madeira extravasou as margens e alcançou as terras. Num lugar, que hoje referenciamos como "brejo", no sítio do Jairo, a água ficou. E foram se criando peixes ali. O problema são as árvores que não têm costume de ficarem submersas e vão morrendo. Açaí e pupunha foram as primeiras a secarem. E a gente não vê muita solução pra retirada das árvores, porque, sem chão, não tem onde se estabilizar para cortar, nem pra onde correr quando a árvore seca cair.


Como o medo de puraqué (peixe elétrico) é grande, ninguém entra na água. Na foto acima, Damian está esvaziando a canoa (furada) para que possamos nos mover sobre a água. Não cabiam os quatro na canoa, e como Damian tinha esquecido o remo, Eric ficou de fora da canoa e foi buscar o remo.
A parte mais tensa foi desemaranhar as duas malhadeiras que tinham sido guardadas no mesmo saco.
Assim que conseguiram, Damian ignorou o remo trazido e foi remando com o terçado (extrativista esquece o remo, mas anda com o facão pra todo lado). Luis ajudou com uma vara de 2m, eu fui empurrando as árvores que me apareciam nas costas.
De noite, sonhei que tinham pego uma jatuarana. Não sei se de fato conseguiram pegar peixe: quando voltamos para ver a malhadeira depois do almoço, estava intacta.

Nenhum comentário: