Eu estava quieta no meu canto, sentadinha na frente do computador no MPI, quando ouvi o chamado. Era a Marcha das Mulheres Indígenas passando. Muita gente desceu, se acumulou na calçada, viu a marcha imensa passando e fez registros pelo celular. O som dos maracás dava o ritmo. Um grupo atravessou a avenida pra fotografar mais de perto. Eu atravessei e me misturei na massa.
Falas potentes foram proferidas no alto do carro de som. Cantos foram entoados no gramado.
Desde Agnes, eu choro facinho, facinho. Enxuguei muitas lágrimas, mas senti que não estava só na comoção.







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