Acordei às 4 da manhã. Estava disposta para o novo dia - mas o dia ainda não tinha chegado. Tirei o veneno contra mosquitos da tomada, lavei as mãos e fui no banheiro. Não me pareceu adequado tomar café e começar o dia em plena escuridão.
Voltei pra cama, me cobri e fechei os olhos. Mas o sono não vinha. Mudei de posição, passei a ouvir a minha respiração e continuei esperando o sono. Pensei como costuma ser fácil adormecer ao lado do Luis: entro no mundo do sono escutando o seu coração (e o meu).
Fiquei com saudades de ouvir o coração do meu marido e com pena de mim por não conseguir dormir. Tentei escutar o meu coração. Senti o pulso, mas não havia movimento ali. Concentrei as minhas atenções nos batimentos, mas não ouvi nada no silêncio da madrugada.
Acho que o meu coração está no Rio, no coração do Luis.
Um comentário:
was für eine herzzerreißende Geschichte...! Wieder mal ein kleines Kunstwerk.
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