domingo, 31 de março de 2013

Voltando pra casa depois das férias

Quando girei a chave trancando a porta de casa pela última vez antes de viajar, todo o meu apartamento deixou de existir. As plantas, o gás desligado, os plugs retirados das tomadas, as janelas fechadas e a poeira sumiram da minha mente por um mês inteiro. Meu pensamento estava com o Luis, com quem eu passaria as minhas férias.

Demorei pra voltar: primeiro taxi, depois avião de manhã, seguidos de ônibus e trem e uma longa viagem de ônibus de 4 horas da capital até o coração do Rio Grande do Sul. Voltei a me sentir em casa mesmo antes de entrar na minha rua: a cachorrada me saudava como se eu fosse uma intrusa.

No começo, a minha casa, que foi o meu lar por alguns meses, não foi automaticamente substituída pela morada em que havia passado o último mês. Achei ótimo que fosse no térreo e não no último andar. Estranhei a temperatura fresca e o cheiro, olhei pras plantas contabilizando cadáveres. Deixei que a máquina de lavar roupa embalasse o meu sono na melhor cama do mundo. Colchão escolhido a dedo e pago em prestações pelo meu quase-marido que ficou no Rio e deixou um vazio ao meu lado. Luis volta a existir no telefone, e-mail e Skype. Ainda bem que é por pouco tempo.

De manhã, procurei a cafeteira na cozinha. Opa, não é assim que eu faço café aqui. Aqui eu esquento a água na chaleira e coloco o porta-filtro com o filtro cheio de pó sobre a minha xícara azul. Fui ver o que tinha na caixa do correio. Muita coisa. O mais surpreendente, todavia, foi o valor da conta de luz: R$ 0,00. É verdade. Como passei o mês fora, os gastos gerados (R$ 9,79) foram baixos. E por serem inferiores a R$13,00, foram jogados pra fatura do mês que vem. Pois é, sempre assombrei as pessoas com os baixos valores das minhas contas de luz...

No dia da mentira, volto pra sala de aula. As férias foram tão boas, que dá preguiça de voltar pra rotina.

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