Depois de uma breve estadia em Gramado, na minha tia Ruth, desci a Estância Velha, onde Harro está. Tentei fazer o reconhecimento facial com ele pro INSS. É chato olhar fixamente pra câmera, aproximar e sentir a vista embaçando. Harro não conseguiu ficar 3 segundos parado olhando fixamente para a câmera. Olhava pra mim, se espantava com a sua aparência, reclamava, balançava a cabeça. Passei a manhã toda experimentando diferentes estratégias, todas falharam.
Com a pouca bateria de celular que me restava, fiz a Waze me levar no CRAS e lá, meia hora antes do fim de expediente, as senhoras me instruíram levar o Harro lá na manhã seguinte para o recadastramento. Continua faltando o reconhecimento facial pelo INSS, mas hoje de manhã conseguimos entrar e sair do carro, caminhar por uma calçada irregular, assinar dois documentos que servem como prova de vida com caligrafia limpa e compreensível e assim atualizar o cadastro no CadÚnico.

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